Células do bebê podem migrar para o cérebro da mãe!

Por 3 Comentários


Desde minha infância, minha mãe comenta que minha gestação mudou seu corpo para o resto da vida. E não estou falando apenas do peito, da barriguinha, do tamanho do pé que aumentou: ela contava que não era uma pessoa alérgica, e que passou a ser depois que eu nasci. Meu pai vem de uma família de alérgicos, e eu herdei essa característica dele. Mas, por incrível que pareça, aparentemente eu passei a capacidade de desenvolver alergia para ela, durante a gravidez.

Imagem: 123RF

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Até bem pouco tempo atrás, essa história seria considerada impossível (eu mesma duvidei dela em vários momentos). Que há passagem de substâncias da mãe para o feto, através da placenta, não há dúvidas (dessa forma o bebê recebe todos os nutrientes necessários para seu desenvolvimento). Mas o caminho inverso não era uma possibilidade cientificamente aceita.

Hoje, sabe-se que o bebê também manda células ou parte delas para a mãe – essa é a base, por exemplo, do teste de sexagem fetal – aquele em que se determina o sexo do bebê pela análise do sangue da mãe. Se a gestante estiver grávida de um menino, será possível identificar o cromossomo Y do DNA fetal, exclusivo do sexo masculino, ali (e, se não for detectado, o teste acusará que a mulher está esperando uma menina). Mas, recentemente, li um texto que amplia essa ideia da transmissão de células do bebê para a mãe – um artigo que conta que células do feto podem migrar para o cérebro da mãe, onde ficarão por muitos e muitos anos (possivelmente até o fim da vida dessa pessoa).

As consequências dessa migração ainda são desconhecidas. Mas há um grupo de cientistas que observaram uma menor chance de desenvolver a Doença de Alzheimer entre as mulheres que tiveram a migração de células vindas de bebês do sexo masculino. É como se elas (as células) fossem um fator de proteção para essas mulheres (esse mecanismo não está completamente entendido, nem aceito, mas abre a possibilidade de maiores investigações e estudos na área). Interessante, não?

E você, notou alguma diferença no seu corpo (não apenas externa) depois do nascimento do seu filho?

* Agradecimentos à Karina Abrahão, do Prisma Científico, pela sugestão de pauta.




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Comentários (3)

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  1. Emanuele disse:

    Olá,

    Muito interessante este post, antes de ficar gravida eu ficava doente facilmente, tinha infecção de urina varias vezes, gripes fortes e entre outras pequenas coisas, hoje em dia é raro eu ficar doente, parece que quando minha filha nasceu tiraram tudo com a mão.

    Att,

  2. Bibi disse:

    Que interessante isso! E muitas coisas se explicam depois de uma gestação!
    Ótimo!

  3. Joyce disse:

    Muito interessante! Eu sempre fui alérgica a várias coisas, mas o que mais me incomodava era a alergia a medicamentos. Isso inclusive foi um fator que retardou a minha recuperação da cesárea, pois não pude tomar todos os remédios necessários devido a alergia. Depois do nascimento da Alice, procurei o alergista para refazer os testes, na esperança de terem surgido novas substâncias que eu pudesse fazer uso. Para a minha surpresa, os teste deram NEGATIVO para tudo!!! Minha madrinha tinha dito que a Alice me curou e de fato pode ter me ajudado… 🙂

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