Ser mãe ou não? Eis a questão!

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Outro dia, uma querida amiga me perguntou se eu achava que toda mulher deveria experimentar a maternidade. Ela, linda, no auge dos seus trinta e poucos anos, casada e sem filhos, confessou-me que não sabia se tinha nascido para ser mãe. “Gosto da minha vida como ela é: trabalho, tenho liberdade para ir e vir, viajo muito com meu marido… Gostaria de conhecer o mundo todo, e não sei se uma criança combina com meus planos. Por outro lado, tenho medo de me arrepender mais tarde, de perceber daqui a algum tempo que minha vida se tornou vazia”.

Imagem: Dominkab via Compfight cc

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Difícil emitir alguma opinião sobre seu caso. Mas pensando em todas as mulheres que conheço, devo dizer que, ao meu ver, nem todas nasceram para a maternidade. E digo isso sem qualquer sentimento de superioridade – ser mãe não me faz melhor ou mais altruísta do que elas. Não acho que a decisão de não ter filhos seja mais egoísta do que a de ter – afinal, quando você decide ser mãe, também não está pensando na satisfação do próprio desejo de aumentar a família, de ter uma companhia para toda a vida? Quantas de nós, mães, pensamos única e exclusivamente na criança  quando decidimos engravidar?

No fundo, são apenas caminhos diferentes, que levarão a aprendizados distintos. Ser mãe te mostra que é possível pensar primeiro no outro, o filho. Te mostra que é nas pequenas coisas que está a beleza da vida – em um sorriso, em um abraço, em ver o pequeno crescer e se tornar uma pessoa de bem. Ser mãe é ultrapassar todos os limites – do sono, da fome, da paciência, da saúde… Por um filho você fica noites inteiras acordada, seja para amamentar, para cuidar da febre ou para esperar que ele chegue seguro em casa. Ser mãe é chorar – porque acha que não vai dar conta de tanto trabalho, porque o filho adoeceu ou, mais tarde, porque ele se magoou. E aí você descobre que a tristeza do filho dói mais em você do que nele, como sua mãe costumava dizer. Ah, como ela tinha razão!

Mas e o que NÃO é ser mãe? Ser mãe NÃO é ter garantia de alguém que cuidará de você na velhice (por mais que desejemos que os filhos fiquem perto de nós, eles têm suas próprias vidas e o direito de escolher seus caminhos). Ser mãe NÃO é ter alguém que realizará os sonhos que você não realizou (se você sempre quis ser uma grande executiva e não conseguiu, saiba que sua filha pode desejar ser artista – e tudo bem!).

Se você decidiu que não quer ser mãe, esteja em paz com sua decisão e aproveite as outras formas de aprendizado que a vida te proporcionar. Mas se está a um passo de abraçar a maternidade, mas tem medo, então feche os olhos e se jogue – o caminho é muito, mas muito mais bonito do que você hoje pode imaginar!




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