Como escolher a babá do seu filho

Por 0 Comentários


Nesse último fim de semana recebi o e-mail de uma leitora dizendo que estava grávida e que queria dicas de como escolher a babá do seu filho. Ela terá quatro meses de licença-maternidade, mais um de férias, e não sabia se contratava a babá antes ou depois do nascimento do bebê. Eram tantas as perguntas, e eu me prolonguei tanto nas respostas, que percebi que ali tinha material para um post inteiro!

Em primeiro lugar, é importante lembrar que eu não sou especialista no assunto, e que as respostas que tenho são embasadas na minha experiência pessoal. Aliás, eu nunca contratei uma babá para ficar só com Catarina, mas tive ajuda da minha auxiliar, que trabalha em casa há muitos anos. Uma pessoa maravilhosa, que me ensinou muito sobre cuidados com bebês. Além disso, eu acompanhei de perto a história de muitas amigas que tiveram babás, e sei quais eram os principais problemas que elas relatavam. Juntando tudo isso, eu conto a seguir as dicas para a escolha dessa profissional:

greekadman via Compfight cc

greekadman / Creative Commons

Quando contratar a babá?

Para quem puder, eu recomendo que seja antes do nascimento do bebê. Porque no pós-parto a cabeça da mãe já fica tão atordoada, que a última coisa que você vai conseguir é mostrar a casa e os hábitos da família para uma profissional que está chegando. Não precisa ser muito tempo antes, bastam algumas semanas. Mas o que ela fará se o bebê ainda não nasceu? Ela pode ajudar com a lavagem das roupinhas, a limpeza e organização do quarto.

Não deu para contratar antes? Sem estresse! Receba a babá de braços abertos e aproveite a ajuda que ela pode te dar na rotina do bebê (no caso de não poder contar com sua mãe ou sogra, acredite: o trabalho da babá pode ser fundamental, especialmente nos primeiros meses do filhote).

Como contratar a babá?

Embora existam agências especializadas na seleção, eu prefiro a velha e boa referência. Sempre é melhor contratar alguém que já trabalhou com uma amiga ou com alguém da família. Hoje em dia, com as redes sociais, é possível até encontrar recomendações em grupos de mães (parece piração? Pois nesses grupos há mães que se tornam amigas e que se ajudam bastante!). Se os mais próximos não puderem ajudar, pergunte no Facebook se alguém conhece uma profissional eficiente, que em geral as pessoas respondem.

Quais as características de uma boa babá?

Nossa, só com essa resposta, eu poderia escrever dois ou três posts! Claro que ser carinhosa com o bebê é algo fundamental, mas dificilmente é algo perceptível apenas com uma entrevista. Por isso coloque sua antena de mãe para funcionar e sinta se a pessoa realmente gostaria de trabalhar com isso (é preciso gostar, e muito, de bebês, para aguentar um chorando o dia todo). Quando a criança é mais velha, acho que ela deve participar do momento da entrevista – é mais fácil ver se rola um entrosamento natural ou não.

Se o caso é contratar uma babá para um bebê de alguns meses (ou se a ideia é contratar alguém para ficar por um longo tempo te ajudando), é importante que ela tenha pique para aguentar a fase do andar. Ao redor de um ano a criança não pára e é necessária muita disposição para ajudá-lo no aprendizado dos primeiros passos.

A minha percepção para a contratação de qualquer profissional é a seguinte: se a pessoa tem disposição para aprender, é dedicada e suas atitudes mostram ser alguém confiável, vale a pena investir (inclusive literalmente, enviando-a a um curso de treinamento para a função). Com esse perfil é muito mais fácil mostrar quais são sua preferências – tenha paciência para ensinar, que tudo tende a dar certo.

O que pedir para a babá fazer?

Vou ter que ser muito sincera: eu acho que babá é para ajudar, não para substituir a mãe. Ou seja, depois que a mãe amamenta, a babá pode colocar o bebê para arrotar (eu nunca tive isso e senti MUITA falta, porque teria sido a saída para dormir um pouquinho mais entre as mamadas!).

Outros exemplos: a babá prepara a comida, a mãe dá ao bebê. A babá prepara a banheira, a mãe dá o banho. A babá cuida das roupas, a mãe troca o bebê. Isso sempre que possível! Acho que o ideal é que a profissional dê todo o suporte para que a mãe possa cuidar e desenvolver o vínculo com o filhote. Ah, e quando digo a mãe, quero na verdade dizer a mãe ou o pai (obviamente!).

Por fim, acho que vale comentar que se a ideia é ter ajuda apenas nos primeiros meses, uma alternativa à babá é uma enfermeira, ou uma auxiliar de enfermagem. Profissionais como essas em geral são bem informadas sobre os cuidados com bebês, e muitas trabalham especificamente à noite, hora em que a maioria das mães, mesmo aquelas em licença-maternidade, precisam de uma mãozinha extra.




Arquivado em: Cuidados diários Tags:

Deixe seu comentário

Receba nossas dicas por e-mail