Férias – para quem?

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Faz duas semanas que estamos em férias de julho aqui em casa. Ou melhor, estamos, não, Catarina está. Porque não só estou trabalhando, como tenho trabalho dobrado – com a pequena em casa, tenho que me virar para escrever, falar ao telefone, sair para reuniões; e também brincar, correr, brincar de esconde-esconde. Haja energia para aguentar esse pique!

Quem trabalha em home-office, como eu, vê o mundo virado de ponta-cabeça com as crianças em casa. No meio de um telefonema importantíssimo, o filho grita do banheiro: “mãe, já acabei!”. E quando você está quase terminando um texto e eles resolvem se jogar em cima do computador e apagar tudo? É de chorar!

Claro que as férias dos filhos têm seu lado bom (juro que ele existe, olha só!). Descobri, por exemplo, que é uma delícia não estar amarrada aos horários rotineiros (que você também deve conhecer bem – leva filho à escola, busca, vai ao ballet, à natação, etc, etc, etc). Isso significa que deu até para rever aquelas amigas com quem morro de vontade de marcar um café, mas que, por morarem longe ou terem uma rotina diferente da minha, acabo não vendo tanto quanto gostaria. Engraçado que nos despedimos prometendo nos ver nas próximas férias das crianças!

Passear com os pequenos é outra parte boa das férias, claro. E não precisa ser nenhuma grande viagem (se for, melhor ainda!), mesmo porque, para os menores, o passeio mais bacana do mundo pode estar a menos de um quilômetro de casa. Perguntei outro dia à Catarina onde ela gostaria de ir, dizendo que poderia ser em qualquer parte da cidade. Resposta: “vamos tomar suco na padaria, mamãe? O de melancia, que é meu favorito!”. Como é fácil ser feliz nessa idade!

Depois de quinze dias nesse ritmo, entretanto, confesso que estou cansada. Bem cansada! Sabe quando você olha para o calendário pendurado na geladeira e conta os dias para o fim das férias? Pois é, já fiz isso umas três vezes essa semana! Mas eu tenho certeza de que vocês entendem essas palavras de sinceridade. Afinal, férias são apenas para as crianças, e para os professores!




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Comentários (5)

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  1. Muito bom Nívea, mas eu sou professora e tenho um bebê, ou seja, "Férias, pra quem?" Beijos

  2. ana flavia disse:

    Descobri seu blog pelo face e cada dia me emocionou e aprendo com suas experiências! Tenho a Luiza de 5 meses e já estou sentindo SDS d tudo p passei nos meses anreriores! Parabéns pelos seus textos..leio todos..

    • Nívea Salgado disse:

      Oi, Ana, tudo bem?

      Muito bom receber sua mensagem! Fico feliz que esteja gostando dos textos 🙂

      Grande beijo para você e para a Luiza, vamos nos falando!

      Nívea

  3. Shuenne disse:

    Nívea,boa tarde! Tudo bem? Amo o seu blog, me identifico muito, parece até que descreve a minha vida, rsrs. Imagino que loucura deve estar a sua rotina. Com qual idade você colocou a sua princesa na escolinha? Bjos.😘

    • Nívea Salgado disse:

      Oi, Shuenne,

      Eles vão crescendo e as coisas vão ficando mais tranquilas!

      Coloquei a Cacá na escola quando ela tinha 2 anos e 10 meses. Foi ótimo!

      Bjs

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