Dica de filme: De Repente Pai!

Por 3 Comentários


Na semana passada eu fui assistir (sozinha, vocês acreditam! Pela primeira vez na vida fui ao cinema sem companhia, e adorei a experiência!) o filme que estreou na última sexta-feira: De Repente Pai. Eu precisava deixar a dica para vocês, porque vale muito a pena tirar duas horinhas do seu tempo para se divertir com a história. E tente carregar o maridão junto, porque esse é um filme em que os pais vão encontrar muitos motivos para se identificar (se ele torcer o nariz para o título, dizendo que vai ser mais uma “comediazinha água com açúcar”, pode dizer que ele está redondamente enganado!).

Em geral os enredos de família giram em torno da mãe, não é verdade? Mas dessa vez, são os pais que tomam conta de tudo. O filme conta a história de David Wozniak (interpretado pelo ator Vince Vaughn, que você já conhece de Penetras Bons de Bico e Separados pelo Casamento), um cara mais que perdido que trabalha no açougue de sua família como entregador de carne. Sua vida seria uma daquelas sem graça, se não fosse por um “pequeno” detalhe: anos antes, ele havia feito mais de 600 doações para um banco de sêmen. E adivinhem: de uma hora para a outra, ele se descobre pai de 533 filhos, que não conhecem sua identidade!

No presente, David engravida sua namorada e precisa mostrar a ela que é capaz de ser um bom pai (porque até então ele dava uma mancada atrás da outra). É quando ele decide procurar em segredo alguns de seus filhos, e acaba de envolvendo com suas vidas. Paralelamente a isso, 142 de seus filhos começam a processá-lo, pois querem conhecer a identidade de seu pai, que está oculta sob o apelido de Starbuck. Interessante notar como os jovens não querem que o pai faça parte de suas vidas; eles simplesmente querem saber sua origem, pois é como se houvesse um grande vazio por não saberem que é o homem que lhes deu a possibilidade de estarem vivos.

Por várias vezes, eu deixei algumas lágrimas rolarem (tudo bem que é uma comédia, mas eu choro até nelas!). Não há como sair doo cinema sem se perguntar o que realmente você está deixando para os seus filhos (porque é óbvio que a menor parte dela são os genes que você passa). Filhos fazem escolhas que definirão o caminho que trilharão em suas vidas; e você tem que estar junto para dar o suporte que eles tanto precisam; para acreditar no seu sucesso, quando ninguém mais acreditaria; para dar colo, quando não sobrou mais ninguém para fazê-lo. Uma das partes que mais me comoveu foi quando o personagem tem que decidir entre assinar a internação de sua filha que está usando drogas ou liberá-la para voltar para casa (não vou contar o que acontece para não estragar a surpresa!)

Entre muitas risadas, você reflete sobre o papel de um pai, de uma mãe, na criação de um filho. Eu consegui antever os desafios que virão quando minha filha Catarina crescer e deixar a proteção das minhas asas, para seguir seu próprio caminho (será que eu saberei aconselhá-la com sabedoria?). Eu adorei, e espero que vocês curtam também!

de repente pai




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Comentários (3)

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  1. Paula disse:

    Nossa, já estava querendo ver esse filme, agora com a recomendação, vou com certeza!

  2. Shirley disse:

    Oie, dá próxima vez, se quiser companhia, me chame. Amoooooo cinema e nunca mais fui. 🙁
    bjs!

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