Crianças na piscina: perigo constante

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Desde o ano passado as notícias de acidentes com crianças na piscina têm ganho destaque nos noticiários. São histórias muito tristes de mortes em piscinas de condomínios, casas, hotéis e até escolas. O grande perigo está em se considerar esses ambientes controlados e sem riscos. Eu vejo com frequência no prédio onde moro crianças de 8, 9 anos de idade brincando dentro da água (em uma piscina que chega a ter uma profundidade de 2 metros) sem a supervisão de qualquer adulto. Eu aprendi a nadar cedo, e mesmo assim sempre estava acompanhada por um responsável. Sei que pessoas que sabem nadar podem passar mal dentro da piscina (pode acontecer uma cãibra, uma sensação de desorientação; isso sem falar em brincadeiras de “dar caldo” ou no perigo do ralo da piscina, que aumentam em muito os riscos de afogamento!), por isso acho inconcebível que se deixe um filho desacompanhado, mesmo que ele faça aulas de natação e nade bem.

piscina

Os afogamentos em piscina acontecem rapidamente, sobretudo em bebês e crianças. Isso porque sua massa corporal é pequena. Para que se tenha ideia, apenas dois minutos são suficientes para que uma criança perca a consciência se submersa dentro d´água; e quatro minutos para que tenha danos cerebrais permanentes (podendo chegar à morte). A seguir, algumas dicas para evitar os afogamentos em piscinas (vale a pena ler com atenção e passar a informação adiante!):

- Não deixe uma criança dentro da piscina sem supervisão, mesmo que ela saiba nadar. Alguns minutos de descuido podem ser suficientes para o acidente acontecer.

- Informe-se sobre quais ambientes seu filho frequenta possuem piscina (casas de amigos, vizinhos, por exemplo). Certifique-se de que nesses locais ele sempre estará acompanhado por um adulto enquanto brinca na água.

- Piscinas devem ter cercas de no mínimo 1,5 metro de altura, para que não possam ser escaladas pelas crianças. Também devem ter travas de segurança ou cadeados no portão de acesso.

- Capas de piscina e alarmes podem ser usados como forma de prevenção adicional a acidentes. Mas eles não substituem a supervisão de um adulto quando a criança está em um ambiente com piscina. O mesmo vale para o uso de boias (que podem furar!).

- Evite brinquedos ou outros atrativos perto da área da piscina. Tentando pegar um desses objetos a criança pode cair na água.

- Depois da brincadeira em piscinas infantis, esvazie-a totalmente e guarde-a virada para baixo, longe do alcance de crianças.

- Depois de tantos casos de acidentes relatados (mortes de crianças em que o cabelo, ou até um braço, ficou preso causando seu afogamento) , é importante checar o ralo da sua piscina. Existem ralos com dispositivos de segurança com custo (incluindo a instalação) de R$300,00 (valor de janeiro de 2014). Pode-se também instalar uma grade ao redor do ralo, para reduzir as chances de aproximação e de que a criança fique presa no local. A colocação de vários ralos na piscina também reduz o poder de sucção de cada um deles e a chance de um acidente. Nas piscinas sem ralo anti-afogamento deve-se manter a bomba desligada quando ela estiver em uso.

- Instrução é fundamental: explique a seu filho que é importantíssimo que ele não nade sozinho e que tenha cuidado dentro da água. Isso significa que deve evitar se aproximar do ralo, brincadeiras de empurrar, “dar caldo” ou fingir que está se afogando.

- Anote os telefones de emergência próximo ao telefone (no momento da urgência, você poderá esquecê-los!): 192 para chamar o SAMU e 193 para os Bombeiros.

- Saiba como agir se todas as formas de prevenção falharem. Isso significa saber fazer uma respiração boca-a-boca pinçando o nariz da criança, deslocando sua cabeça para trás e insuflando ar dentro de sua boca. Faça duas respirações e em seguida 30 compressões torácicas, empurrando o peito da criança. Então reinicie o ciclo.

Como eu sei que é difícil imaginar a manobra de primeiro socorro, coloquei um vídeo muito bacana do Hospital Albert Einstein que explica direitinho como ela deve ser feita. E lembre-se: se você estiver sozinha ao socorrer a criança, faça a manobra por dois minutos e então ligue para o SAMU ou Bombeiros. Se estiver acompanhada, inicie a manobra e peça para alguém fazer a ligação. Permaneça fazendo a respiração boca-a-boca e as massagens cardíacas até que o pronto-atendimento chegue.


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