Época de ganhar, e também de dar!

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Catarina faz aniversário em dezembro (aliás, já fez! Sou mãe de uma menina de 3 anos! Como o tempo passa!). Vocês sabem o que isso significa? Que ao fim do mês, minha casa fica completamente tomada por presentes! Sim, em dose dupla (aquela conhecida história que diz que quem nasce perto do Natal ganha apenas um não tem se mostrado válida por aqui…). Certa vez ouvi uma mãe contar que guardava todos os presentes que o filho ganhava e que deixava que ele abrisse apenas um por dia. Assim, por mais de um mês ele teria uma novidade diária. Mas tal grau de organização definitivamente não funciona em minha casa (e sendo muito sincera, eu não acabaria com o momento mágico de abrir um monte de pacotes e agradecer às pessoas que compareceram! Eu acho que faz parte!). Por isso, Catarina tem um grande número de novidades no verão, e passa muitos meses na sequência sem uma data comemorativa que lhe garanta um novo aporte de roupas, brinquedos, etc.

natal

Por isso é que eu nunca lhe dei um presente de aniversário. E esse ano é a primeira vez que lhe darei um de Natal (afinal, a pequena fez uma cartinha ao Papai Noel pedindo uma borboletinha que faz chocolate! Assim que ela me contou isso, quase caí para trás – onde é que o bom velhinho acharia essa raridade? Não tinha algo mais normal para pedir: uma boneca, um jogo, uma casinha? Mas como a cantiga de roda da borboleta é sua preferida – e coincidentemente a minha também, durante minha infância -, a negociação para a troca do presente não foi bem-sucedida! Sorte que postei na fan page do Facebook sobre o assunto e recebi várias sugestões interessantes! Enfim, Papai Noel foi salvo pelas ideias das leitoras!). Deixo para dar presentes em outra época do ano, quando a novidade do que ela ganhou em dezembro ficou para trás. Até porque os interesses mudam muito rápido nos primeiros anos de vida. Por exemplo: nem tudo o que um bebê de dois anos ganhou é atraente para uma menina que se aproxima dos três. E no meio desse caminho mamãe aproveita para dar um presente fora de hora, em geral para recompensá-la por merecimento.

Em termos práticos, o que acontece em decorrência da chegada dos presentes é que falta espaço em casa. E Catarina tem assim sua primeira lição de física: dois corpos não ocupam o mesmo lugar no espaço! Ou seja, para os brinquedos novos entrarem, alguns antigos têm que sair. Até então, nos anos anteriores, essa troca era feita à sua revelia (mamãe sumia com alguns sem que ela percebesse, simples assim). Só que conforme o tempo passa, fica mais e mais difícil usar essa tática. Não apenas isso: senti que era hora de discutir com maior profundidade a questão de dar e receber.

– Filha, já que você vai ganhar tanta coisa, poderia separar alguns brinquedos que não usa mais, aqueles de nenê, para dar para as crianças que não têm, o que você acha?

– Ah, mãe, por que eu não posso ficar com todos?

– Poder, até pode. Mas não é muito mais gostoso dividir e fazer outras crianças felizes, se você vai ganhar tanta coisa legal?

– É… Então está bem, mãe. Mas eu vou sentir muita saudades deles, viu?

É assim mesmo, filha. A vida é repleta de chegadas e partidas. E saudades. E conflitos. E no meio de tudo isso, fazemos o melhor que podemos. Mas uma coisa eu posso te dizer (e com o tempo você perceberá que é verdade): não existe melhor presente do que fazer o outro feliz.




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