Sobre a solidão materna

Por 64 Comentários


Durante a minha infância e adolescência, eu fui uma pessoa quieta. Enquanto as outras meninas da minha idade pediam Barbies, e um pouco mais tarde, roupas e sapatos da moda, eu pedia livros no meu aniversário. O que minha mãe achava ótimo por um lado (afinal, a valorização da cultura sempre esteve presente em minha casa), e nem tanto por outro (porque ela dizia que meus presentes não duravam mais de dois dias – que era o tempo que eu levava para devorar um exemplar – por isso acabava me dando dois ou três).

Com minhas irmãs, também me lembro de ficar alguns dias alheia às brincadeiras. Elas, mais novas, muitas vezes brincavam entre si, enquanto eu ficava no meu mundinho. Na escola, eu tinha poucos e bons amigos (no melhor estilo nerd, por assim dizer!). Por isso, nunca achei que solidão seria um problema para mim (eu já não gostava da sensação de ficar comigo mesma?).

Até que Catarina nasceu e eu vi como pode ser difícil ficar sozinha. Foi um sentimento para o qual eu não estava preparada, e talvez mais difícil de lidar do que a dor das primeiras semanas de amamentação, ou as noites passadas em claro. Porque naquele momento não era só o fato de estar em casa sem companhia, cuidando com um bebê que não falava (muito pelo contrário, só chorava!). Era também ter a responsabilidade de decidir sobre as coisas de minha filha por mim mesma. “Ah, ela está com uma febrinha – ligo para o pediatra à noite ou espero até amanhã de manhã? / Está com cólica – será que dou um banho para ver se acalma, tento ninar até dormir ou coloco no peito? / Mamou só cinco minutos – será que tenho que insistir ou está satisfeita?”. Parecem perguntas bobas, mas para quem é mãe de primeira viagem a insegurança bate feio. E aí vocês me questionam: por que não falar com o marido, com a mãe, com a sogra, com uma amiga? Às vezes claro que eu falava. Mas a verdade é que nem sempre você quer compartilhar esse sentimento. Porque é como se você admitisse que não está no controle, que não sabe tudo sobre seu bebê. Admitisse para os outros, mas principalmente para você mesma.

Agora some a esse sentimento o fato de que o bebê não pode sair de casa por alguns dias (e se você sair, sabe que vai chegar até a padaria e estará na hora de amamentar de novo), a queda hormonal natural que ocorre no pós-parto, o efeito do sono acumulado no seu organismo. Se desse para sair correndo nessa hora, eu apostaria que não sobrava quase nenhuma mãe para contar história. Mas ao olhar para aquele bebezinho frágil, que depende de você para tudo, que depende das suas decisões para continuar saudável, você tira forças do fundo, mas bem do fundo mesmo, daquele lugar que você não sabia que existia dentro de você. Você se descobre forte, e é esse um dos grandes presentes que a maternidade nos traz.

Para as mães que estão no período do pós-parto, minha dica para as horas de solidão são os grupos ou comunidades de mães na internet. Lá é possível conversar com outras tantas mães que estão passando pelas mesmas alegrias e dificuldades. Elas discutem questões relativas aos filhos, se apoiam e criam vínculos de amizade. Além disso tudo, quem mais conseguiria te “escutar” às 3 das manhã, no meio de uma noite insone? Pois acredite, dentro dos grupos, o movimento não para, 24 horas por dia.

É claro que o apoio ao vivo e a cores dos familiares e amigos continua sendo o mais importante. Aquele colo de mãe quando você está exausta, o abraço do marido que acalma quando você não sabe mais o que fazer para o bebê parar de chorar, o ombro da amiga que diz que em alguns meses você terá suas noites de sono de volta não têm preço. Mas para receber ajuda é importante deixar o orgulho de lado, perceber que você não precisa ser perfeita, nem saber tudo. Você só precisa ser estar em paz, para fazer seu bebê feliz.

P.S. – A sensação de solidão passa, viu? Depois que seu filho começar a falar, você não se sentirá sozinha nem se quiser!!!




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Comentários (64)

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  1. Se o berço da minha filha falasse... - Mil dicas de mãe : Mil dicas de mãe | 10 de julho de 2013
  1. Ahh! Que lindo, amei seu post, passei pela mesma situação…Ela ainda insiste hoje meu filho já tem 2 anos e 9 meses, e quando ele está longe ainda me sinto completamente sozinha..Marido sempre cansado e estressado, mãe que mora super longe e amigos que eu não tenho…é complicado mais aprendi a ser muito mais forte e suportar sozinha e firme..devagar a gente acaba conseguindo…Beijos!

  2. Tici disse:

    Já tô apavorada com tudo isso, meu bb só nasce em agosto…
    E pior que td mundo fala, que agora vai ter trabalho…. nunca mais vc vai ter um sono tranquilo, etc etc
    Terrorismo mesmo! Ansiosa pelo nascimento, mas apavorada de não dar conta!

    • Nívea Salgado disse:

      Oi, Tici, não fique preocupada, não! O começo em geral é desgastante, mas todo mundo supera!!! Quando eu ficava desanimada, pensava que milhões de mulheres já passaram por isso e ficaram bem. Aliás, tiveram o segundo, o terceiro, o quarto filho…

      Esteja certa de que você dá conta!

      Um abraço,

      Nívea

  3. Ás vezes acho que muita coisa acontece somente comigo, como se eu fosse uma ET, mas através de posts como este e através do Macetes de Mãe descobri que não estou só e que posso falar com mamães que sabem realmente o que estou passando.

    • Oi, Gisele, conversar com outras mães é mesmo muito bom. A troca de experiências e o entendimento que alguém que está passando pela mesma fase podem dar ajudam demais! A gente só acha que as outras não passam pelo mesmo, porque em geral é tudo muito parecido. Um grande beijo!

  4. É bem isso mesmo! Eu chorei durante uns 15 dias direto após o parto… isso pq meu marido é super presente e participativo,, mas mesmo assim a sensação de vazio é apenas nossa e enorme! Hoje o Miguel está com 4 meses e meio e eu estou aqui a "chorar" porque daqui uns 3 meses teremos que nos separar pois voltarei ao trabalho e isso está me deixando muito triste, mesmo sabendo que é um processo natural.

    • Oi, Fernanda, sei bem como é. Primeiro a gente chora por todas as mudanças, depois para voltar a trabalhar. Mas para mim foi ótimo, sinceramente. Ter um horário para falar de outras coisas, interagir com outras pessoas, me fez super bem. E vejo que minha filha se adaptou bem e assim seguimos felizes. Que seja assim também para seu retorno ao trabalho! Bjs!

  5. Daisy disse:

    É bem isso mesmo. Vc se sente sozinha e abandonada pelo mundo. Sua vida muda completamente. E vc já nao se sente mais dona de si mesma. Após 1 mês e 25 dias do nascimento do meu lindo principinho, ainda fico tentando imaginar o que leva alguém a querer mais filhos depois dessa experiência. Acredito que mais tarde seja recompensador e adorável ser mãe. (Me corrija se eu tiver errada), mas esses primeiros meses são mesmo difíceis, até para o pai.

    • Nívea Salgado disse:

      Oi, Daisy, realmente depois que esse primeiro impacto passa, ser mãe se torna uma delícia. Quando eles começam a falar e a interagir a vida muda, e dá vontade de começar tudo outra vez! E você tem razão, a gente fala da dificuldade do começo para a mãe (que é ENORME), mas o pai também vê sua vida completamente modificada. Mas tudo passa, e nosso amor por eles cresce a cada dia. Grande bj!

  6. Seu blog é demais, passei por momentos muito difíceis c/ o nascimento da filha. Para começo de tudo eu tive que passar uma semana na maternidade, pois minha filha precisou ficar internada tomando medicamentos, não conseguia dormir, chorava cada vez que ia vê-la no berçário. Quando ela teve alta e viemos p/ casa, não conseguia dormir, por medo de acontecer alguma coisa c/ ela e eu não ver, sofria demais na hora de amamentar, pois os seios ficaram muito feridos, tinha medo de tudo, passava o dia inteiro sozinha, pensava muitas besteiras. O primeiro mês foi muito difícil, mais c/ muita força e determinação venci. Hoje minha princesa já 1 ano e 1 mês e é só alegria, o meu passatempo predileto agora é sorrir. Bjusssss

    • Oi, Rosilene. O primeiro mês é o mais difícil mesmo! Mas, como você disse, com muita força e determinação a gente consegue superar cada dia e crescer. Que bom que você já chegou na fase dos sorrisos e das alegrias! Aí é tudo de bom!

  7. Ser mãe é tudo isso, dor, sofrimento e alegria!

  8. Camila disse:

    Meu bebê vai fazer 2 meses e ainda me sinto sozinha, é tdo novo principalmente qndo tem separação no meio.

    • Nívea Salgado disse:

      Oi, Camila.

      Não sei sobre qual tipo de separação você está falando (do marido, dos próprios pais, …), mas certamente é mais difícil quando ela está presente. Força aí, que no fim dá tudo certo, viu? Fique bem e qualquer coisa é só chamar!

      Bjs

  9. Mãe da Loly disse:

    Olha, é bem isso mesmo viu?!
    E com ctz a maternidade nos deixa MUITO mais fortes!!!
    Tb passei por essa solidão, e acho que mesmo com o filho maiorzinho (a minha tem 2 anos) ela ainda se faz presente!!!
    Beijos,
    Dani
    maedaloly.blogspot.com.br

    • Nívea Salgado disse:

      Oi, Dani, comigo é a mesma coisa: a minha também já tem dois anos, mas de vez em quando lá vem aquela sensação de solidão que chega de mansinho… Mas já é bem diferente daquela que eu sentia no começo. Agora ela vem, só para dar um oi, e logo vai embora. Porque a tagarelinha aqui é uma super companheira! Bjs!

  10. e isso ai , retiro forças n sei de onde mas quando ele dorme 1 minuto antes do de sempre ja fico insastifeita achando q n cumpri meu dia…….

  11. Flávia disse:

    Imagina eu que perdi meu pai e minha mae em 8 meses e isso nao tem nem dois anos??????
    No aperto são eles que nos salvam, né!
    Apesar do meu marido ser super presente, meus irmaos, eu fico imaginando eu passando por isso tudo sem eles por perto… mas força eu tenho… e sei que ela aparecerá na hora!

    • Nívea Salgado disse:

      Oi, Flávia, tudo bem?

      Fique tranquila, que quando chegar a sua hora, tem sempre um grande amigo para ajudar, viu? Claro que os pais ajudam muito no pós-parto, mas tem muitas mulheres que moram longe dos seus, e que acabaram se virando sozinhas. Que bom que você tem um marido e irmãos presentes, isso é bom demais! E se precisar conversar, é só chamar!

      Bjs

  12. Amei o post, foi exatamente assim q me senti qdo a minha pequena chegou ha três meses… e foram esses grupos e a troca de experiencias com outras maes q me "salvou", pq realmente é normal isso acontecer e passa! Enquanto estava vivendo aquele momento eu nao acreditava, mas passa :-)!!

  13. Recomendo para mamaes recentes! Tuuuudo verdade!

  14. Marluce disse:

    Ou adorei seu post e gostaria de saber cono participar do grupo macetes de mae???

    • Nívea Salgado disse:

      Oi, Marluce.

      Através do link que deixamos no post você chega ao grupo no Facebook. Aí é só clicar em “enviar solicitação” e aguardar!

      Bjs

  15. susana disse:

    e quando se é arrancado de perto da familia obrigada pelo seu marido faltando 15 dias pro nene nascer………um lugar sem internet, com comunicação quase sempre fora de área…….pra alguem conseguir falar comigo pelo celular tem que querer muito porque o sinal vive caindo……meu filho vai fazer 1 ano e ainda hoje choro muito…………

    • Nívea Salgado disse:

      Oi, Susana.

      Puxa, que situação difícil para você, querida… Envio para você todo o meu carinho e força, viu? Torço para que seja apenas uma fase na sua vida, e que em breve você sinta muita alegria novamente. E sempre que precisar, eu e outras mães da internet, estaremos aqui para te escutar. DE VERDADE.

      Bjs

  16. Mirian disse:

    Nossa é exatamente assim que eu me senti e olha na segunda gestação que eu achei que ia tirar de letra foi bem pior, as pessoas agem como se vc soubesse de td afinal, já teve um filho e ai qd vc não sabe como agir em determinada situação acaba se sentindo péssima mãe em dobro. Posso dizer que enfrentei nos primeiros 3 meses da minha 2ª filha uma solidão somada a uma culpa de parecer estar desconectada da 1ª filha. Mas aí um dia acordei, e percebi que aquela sensação tinha passado que eu sou a melhor que posso ser para as duas e que as amo muito.

    • Nívea Salgado disse:

      Nossa, Mirian, que depoimento importante! Quem não tem dois filhos, acaba achando que na segunda vez é muito mais fácil. Mas nem sempre, né? De fato ter o primeiro filho para dar atenção deve ser complicado. Tenho mais de uma amiga que sentiu a mesma dificuldade no segundo filho.

      Mas que bom que passa e depois a gente curte muito!!!

      Bjs

  17. Karina Magalhães disse:

    Realmente é ótimo encontrar pessoas que passaram ou passam por situações parecidas com a que estamos passando. Hoje meu bebe tem 16 dias e após correr tudo muito bem no parto nós tivemos alta porém dois dias depois tivemos que voltar para ela tomar banho de luz. Ficamos internadas 5 dias e eu fiquei completamente descontrolada, chorava muito porque queria estar de volta pra casa e ai se iniciaram as noites de insônia. Fiquei 11 noites sem conseguir pregar os olhos, até que me rendi e estou tomando um remédio (faixa preta) para dormir. Isso me deixou muito triste pois enquanto estiver tomando o remédio não poderei mais amamentar. Meu médico me disse que a insônia é uma consequencia da frustração que passei tendo que voltar ao hospital. O que me tira o sono é uma crise de ansiedade que ainda não estou conseguindo controlar. A minha esperança é que com o passar dos dias isso melhore, que eu possa ficar mais tranquila e segura para curtir a menina “perfeita” que Deus me enviou: “Lara”

    • Nívea Salgado disse:

      Pois é, Karina, nem sempre as coisas acontecem exatamente como tínhamos pensado (aliás, eu diria que na maioria das vezes). Mas nas dificuldade crescemos, amadurecemos, e nos tornamos mães melhores para nossos filhos. Que a sua Lara tenha muita saúde e te traga muita alegria!
      Fique tranquila, com o passar dos dias certamente você se sentirá muito, muito melhor. Conhecendo e convivendo com sua filha, você se sentirá segura e naturalmente a ansiedade passa, viu?
      Grande bj (e se precisar é só chamar!)

  18. Nathalya disse:

    Adorei o post…é exatamente o que acontece…minha filha tem 17 dias e tenho medo de começar uma depressão pós parto, pois é muito dificil esse começo, sofri muito com a amamentação pois meus seios se feriram bastante, e quando esse sofrimento estava quase acabando, minha filha começou a sentir bastante colicas, e chora sem parar, dai nos vemos a varios dias trancados dentro de casa, e como estou de resguardo fico dependente de todo mundo…isso é muito dificil, me sinto feia…pois meu corpo ainda nao voltou completamente ao normal, tenho ate vergonha do meu marido…o que mais me motiva é saber que isso vai passar, mesmo sendo dificil de acreditar quando as outras mae falam…mais estou tentando ser forte, e nao vejo a hora de isso tudo acabar pra mim poder curtir minha filhota sem nenhum estresse! Beijos

    • Karina Magalhães disse:

      Oi Nathalya, compartilho com você como as primeiras semanas são difíceis para a gente (mãe), é muita novidade, muita adaptação, uma mistura de sentimentos como medo e insegurança. Você precisa ser forte, se concentrar no lindo bebê que Deus lhe confiou e assim como eu acredito que cada dia que passa as coisas vão melhorar, vamos nos sentir mais seguras e os choros de cólica farão parte da rotina do bebê sem muito sofrimento pra gente. Quanto a se sentir feia, não pense assim, converse bastante com seu marido, ele vai entender, neste começo nos sobra pouco tempo para cuidar da gente pois o bebê nos suga o tempo todo. Mas faça um esforço de colocar uma roupa melhor pra ficar em casa (esqueça os pijamas e camisolas), passe um batom e tente manter a disposição (que é a parte mais difícil – considerando que estamos bastante cansadas com a rotina). Vamos acreditar que essa fase difícil vai passar!!!!

      • Nathalya disse:

        Obrigada Karina, e realmente é como vc disse…a cada dia que passa as coisas melhoram mais, hoje já faz 5 dias do meu primeiro post, e Graças a Deus as coisas melhoraram bastante, descobri que minha filha não chorava de cólica,e sim de dores na barriga…mais agora já está bem melhorzinha..obrigada pela força.

    • Nívea Salgado disse:

      Ah, Nathalya, aconteceu exatamente o mesmo comigo. Quando o peito começou a não doer tanto, começaram as cólicas e o sofrimento durou mais um pouco. Mas tenha certeza de que passa! Depois você se esquecerá de muita coisa!
      Olha, não se sinta feia, por favor. O corpo não volta do dia para a noite, nem poderia ser assim (afinal, demorou 9 meses para a barriga crescer, não é?). Você acaba de dar à luz e isso é uma das coisas mais belas da vida. Seu marido hoje deve te admirar mais do que nunca!

      Bjs, fique bem (e chama se precisar!)

      • Nathalya disse:

        Isso é verdade Nívea…é o que meu marido diz, que sabia que seria difícil, mais que com paciência vamos vencer…
        Obrigada pela atenção..

  19. Luiza D V Scarpini disse:

    Nossa, nunca me identifiquei tanto com um post como esse… A solidão acontece mesmo e muitas vezes persiste. Meu filho já está com 1 ano e 4 meses e cada dia é uma luta para que a solidão não vire depressão. Às vezes dá vontade de gritar, de chorar, de jogar tudo pro alto. Mas é por ele que me mantenho firme, em pé, mesmo fraquejando mais do que eu gostaria. A internet é mesmo uma ferramenta fantástica para nos manter, de alguma forma, ligadas ao mundo. É o que muitas vezes me faz permanecer sã. Mesmo com marido, com família, com amigos, estou sempre sozinha (só com meu bebê). Todo mundo tem uma desculpa, um problema, um compromisso… ninguém nunca está disponível. Cansei de implorar companhia, ajuda, atenção, colo… A gente aprende a ser autossuficiente, apesar de tudo. Acho que maternidade é isso, transformar as feridas numa armadura. E acima de tudo é aprender. Aprender a ser forte, principalmente.

    Comentário com tom de desabafo… agradeço pelo espaço para “falar”.

    Beijos!

    • Nívea Salgado disse:

      Oi, Luiza, também acho que a maternidade é uma grande oportunidade para aprender a ser forte. Lembrando de como eu era no passado, acho que sou uma nova pessoa! E como é bom ter a oportunidade de conhecer tantas outras mães pela internet, não é mesmo? Se precisar de colo, pode deixar que a gente dá!

      Bjs

  20. Meu DEUS, estou impressionada , vc conseguiu resumir e definir tudo o q passei com o nascimento de minha filha.Sabia q tinha passado tudo isso mas não conseguia expressar.Foi exatamente assim, muito difícil…mas passou!

  21. realmente e assim que me senti principalmente 2 semanas depois que minha filha nasceu, pois meu marido pediu um tempo nesse período e eu fiquei totalmente sozinha. eu me apóiei na minha filha e pensava o qnto eu tinha sorte de ter ela em minha vida.

  22. Pan de Lima disse:

    Muito bom seu blog, meus parabéns!
    Esse realmente disse tudo pelo qual eu passei e realmente após eles começarem a falar nunca mais estamos sozinhas! Minha filha fala tanto que eu nem acompanho mais!!
    Meus parabéns msm!
    Continuarei acompanhando pois achei maravilhoso!

  23. Oi, Pan, tudo bem?
    Muito obrigada pelo carinho com o blog, é por incentivos como o seu que eu me animo a continuar escrevendo!
    Então você também tem uma filhotinha que fala bastante? Que delícia! Elas são demais mesmo!
    Grande beijo, espero sempre sua visita por aqui,
    Nívea

  24. Raquel disse:

    Oi Nívea! Parabéns pelo post. Estou em um dilema gigante, pois meu bebe está com 1 mes e meio e tenho que começar a trabalhar, pois meu negócio é próprio! Terei que deixá-lo com a pessoa que trabalha na minha casa por meio horário! Estou quase morrendo de culpa! Gostaria q vc me contasse um pouco da sua experiência de volta ao trabalho! Tenho poucas amigas com filhos, por isso preciso ouvir experiências de outras mamães! Obrigada pelas sinceridade dos seus textos! É disso que nós, mamães, precisamos! Bj grande!

    • Nívea Salgado disse:

      Oi, Raquel,

      Adorei seu comentário, muito obrigada pelo carinho!

      Olha, o post da última sexta-feira é especialmente para você, ok?

      Super bj,

      Nívea

  25. Ana Karoline disse:

    Achei o post super delicado. Gostei bastante!!! Parabéns pelo blog… É realmente ótimo.

  26. Anne Kelly disse:

    Geralmente nos apoiamos numa ideia de que será difícil, conturbado e até mesmo desesperador, mas só temos essa certeza quando nos encontramos dentro da situação. Embora tenha um enorme amor pelo meu filho, sei que a responsabilidade da maternidade somada ao “jogo de cintura” no casamento tem sido um verdadeiro teste de sobrevivência. rsrsr Não sei se sofri ou sofro de depressão pós-parto, só sei que tem sido muito difícil abdicar de gostos, vontades, vida social, noites tranquilas… Meu bebê tem 1ano e 8meses, ainda mama (só por vício), dorme às 21h e passa a madrugada me acordando, mas foi a escolha que fiz e aos poucos a vida vai tomando seu rumo e a gente começa a reviver tudo que apreciávamos antes do nascimento do bebê, e dessa vez com o privilégio de estar acompanhada pelo meu filho. 🙂

    • Nívea Salgado disse:

      Oi, Anne.

      Eu acho muito difícil mesmo a adaptação a essa nova realidade com filhos. Acho que nem sempre é depressão pós-parto, porque é complicado abdicar de muitas coisas que você tinha antes de ser mãe (sem que isso seja necessariamente um quadro de depressão). O que eu posso dizer é que tudo melhora: depois do primeiro aniversário (que já é um grande passo!), depois do segundo, … A cada nova fase eu só tenho a agradecer!

      Bjs grandes para você e para o pequeno,

      Nívea

  27. Adorei seu texto …passei exatamente por isso acrescentando que não tinha minha mãe pra pedir socorro (ela ja faleceu) … nossa ficava sonhando com minha licença maternidade e com todo aquele tempo só para curtir minha bebe mais quando a rwalidade não é bem essa … é um período dificil que cheguei a contar os dias para voltar a trabalhar … as vezes té me culpava por este sentimento mais depois analisando vi que a mudança na minha vida tinha sido muito grande… eu que sempre trabalhei desde os 15 anos e não mais parei ficar em casa"refem de um bebe" que não fala e chora o tempo inteiro é muito complicado… mais quando queremos muito um filho não temos tempo para pensar nessas dificuldades…mais isso também só aprendemos vivendo nåo è com livros e nem o bebe vem com manual e digo que o amor por um filho faz tudo valer a pena.

  28. Adorei seu comentário, Andreia, obrigada! Bjs, Nívea

  29. Eliana disse:

    Minha bebê já está caminhando para 4 meses e ainda me sinto assim. Tem dias que estou muito mal, precisando de companhia, ficar em casa o dia todo sozinha cuidando da minha amada bebê é difícil pois me sinto alheia ao mundo, sinto solidão e angústia. Quando isso passa?

  30. Danni Dias disse:

    ADOREI me sinto assim sempre uma solidão enorme mais feliz ao mesmo tempo por sentir o maior amor do mundo… minha Alice tem 1 ano e 9 dias e amo ser mãe mesmo com todas as dificuldades q só as mães sabem.

  31. Sabrina Silva disse:

    Parabéns, pelo blog, é muito bom!! Estou passando por isso, é um jogo de emoçoes que parece que nunca vai ter fim. Mais ser mãe é maravilhoso.

  32. Melissa Cortez disse:

    Nossa, me vi totalmente nesse post!
    Meu anjo está com 6 meses, voltei a trabalhar há 2.
    Também sempre fui uma pessoa quieta (sabe quando seus parentes falam “ela entrou muda e saiu calada”? Então, era uma constante na minha vida, hahaha!) e não me importo de ficar sozinha de vez em quando.
    Eu fiquei 10 dias na casa dos meus pais, isso foi fundamental, ainda mais com o baby blues que tive.
    Mas quando voltei pra minha casa, com meu marido tendo voltado a trabalhar… as mil dúvidas diárias, as vezes que pensamos “ufa, ele dormiu, vou tirar uma soneca também”… e quando você está deitada, quase pegando no sono, ele acorda… você quer ajuda, quer alguém pra abraçar e te dar uma força, e não tem. Aí você arruma a força de si mesma, porque mãe é algo incrível, e consegue força de onde não tem! Viva as mamães!

  33. Luciana disse:

    Perfeito!! Amei!
    Obrigada por escrever exatamente aquilo que estamos vivendo…
    Bjs

  34. cristina disse:

    Junte a td isso a sensação de ter literalmente a responsabilidade só pra você. Fica ainda mais difícil. Meu bebê tem 1 e 5 meses, me separei do pai dele estava grávida.

  35. Priscila disse:

    Olá Nivea!
    Eu passei por momentos difíceis no pós-parto, com sentimentos muito confusos, pensamentos negativos, muito medo e choro. A gestação foi tranquilamente e me sentia tão bem, nunca imaginei que pudesse passar por isso. Recorri à terapia e ainda continuo, apesar de que estou bem melhor agora. Mas tem horas que essa solidão quer mesmo nos invadir, é quando ponho a baby no canguru e saímos por aí.
    Abraço

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