O filho único (ai, ai…)

Por 49 Comentários


Ah, se vocês soubessem como adiei esse post… Sabe aquele assunto sobre o qual você resiste em falar, mas que fica martelando lá no fundo da sua cabeça? Pois bem, esse assunto para mim é a tal da história de ter um filho único. Eu sou a filha mais velha de três irmãs, e desde minha recordação mais antiga, elas estavam lá (como não me lembro de nada antes dos 2 anos, época em que minha irmã do meio nasceu, e muito pouco antes dos 5 anos, quando minha irmã mais nova chegou, eu sempre me vi rodeada por elas). Sempre tivemos uma relação ótima (ok, claro que na infância disputamos alguns brinquedos, brigamos pelos mais diversos motivos, jogamos arroz uma nas outras – essa aliás foi muito divertida!), mas em pouco tempo estávamos de bem, compartilhando a mesma casa, os mesmos pais, a mesma escola, as mesmas brincadeiras. Eu adoro ter irmãs, super companheiras, pessoas em que eu deposito minha confiança, com quem eu sei que posso contar a qualquer dia, hora ou local. E por isso, sempre me imaginei como mãe de mais de uma criança.

Aí veio a Catarina, e por um bom tempo (digamos, uns 2 anos), eu deixei essa história de ter mais de um filho engavetada. Os primeiros meses depois do nascimento da pequena foram tão difíceis, que cogitar a ideia de um segundo filho parecia loucura! Pensar em acordar várias vezes por noite, ouvir choro de bebê por horas e horas, ficar sem poder sair por mais de duas horas, sabendo que a próxima mamada deveria ocorrer dali a pouco tempo, pareciam coisas que eu não teria coragem de enfrentar novamente.

Para ser bem sincera, um segundo filho parecia algo intangível, principalmente porque foi muito difícil engravidar de Catarina. Ouvi de alguns médicos que eu não poderia ter filhos, e já estava quase desistindo quando, sem mais nem menos, me descobri grávida. Refiz meus exames depois do nascimento dela e as mesmas condições que mostravam uma improvável gravidez (antes dela nascer) estavam ali novamente presentes. Ou seja, engravidei uma vez contrariando as estatísticas, e uma segunda gravidez provavelmente só acontecerá da mesma forma.

E então eu me deparo com a possibilidade de só ter uma filha. E como é difícil pensar em ter um filho único! Porque mexe com alguns preconceitos (admito, a palavra é essa mesma, pré-conceito!!!) meus sobre o assunto. Não, eu não tenho medo de que Catarina se torne uma criança mimada por não ter irmãos. Acho que se você estabelece limites, dificilmente terá um filho que não respeita os outros, ou que se acha o dono do mundo. O que eu realmente receio é que ela um dia se sinta sozinha. Quando ela estiver nos seus piores dias, quando o mundo parecer se voltar contra ela, a quem ela poderá recorrer? E quando nós, pais que a adoramos, não estivermos mais por aqui, quando ela estiver envelhecendo, com que ela poderá contar? Claro que eu desejo que ela tenha muito amigos, que podem muito bem vir a ser como irmãos que ela mesma escolheu; e que encontre alguém, tenha seus filhos, seus netos, seu bisnetos! Mas coração de mãe não tem jeito, não sossega, não é mesmo?

Então, se o futuro reservar a ela a condição de filha única, cabe a mim favorecer suas amizades, ter a casa sempre cheia de amiguinhos, ser aquele tipo de mãe que faz lanches super gostosos, que conta histórias divertidas, que abraça todos os pequenos para que eles façam da minha, as suas casas!

E você, tem um filho único também? Não gostaria de dividir sua história conosco? Eu adoraria saber o que você acha sobre o assunto!




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Comentários (49)

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  1. Esse tem sido o meu dilema desde que minha Ana Elisa nasceu, também somos três irmãs e eu sou a mais nova, hoje minhas amigas são minhas irmãs, dividimos as preocupações com nossa mãe e nos divertimos e nos apoiamos em tudo… então vem essa dúvida que também lhe persegue, e minha filha, com quem dividirá as preocupações quando eu for uma velhinha? no seu caso você tem dificuldades comprovadas em engravidar, já eu me sinto um tanto egoísta em não lhe proporcionar a benção de ter ao menos um irmão… sua postagem me fez refletir mais uma vez!!!

  2. Meire Regina disse:

    Somos em três irmãs, eu sou a do meio. Minha irmã mais velha é mãe de duas meninas e um menino (sobrinhos dos quais sou louca, amo demais). Meu maior sonho é ser mãe, e se possível de dois (Sonho muito com uma menina e um menino, mas isso é só Deus quem sabe). Mas vai de cada um né, na minha família, tenho 3 primas e 1 primo que são mães e pai de um filho só, tenho duas amiga que também são mães de apenas uma.

  3. Por aqui tb parece que teremos só Ana Luiza, Nívea! Eu confesso que queria muito outro filho, aliás, outra filha (amo ser mãe de menina) mas para isso teria que trocar de marido! rsrsrs bjs

  4. Thay disse:

    Tá aí uma coisa que eu também penso: e quando elas estiverem velhas? Também sou mãe de uma e sou louca pra adotar. Quem sabe a vida não nos surpreende?
    Beijos!

    • Nívea Salgado disse:

      Falou tudo, Thay: quem sabe a vida não surpreende? Tomara! Que saibamos aceitar tudo o que ela nos trouxer, né? Um grande beijo!

  5. Anna Carolina disse:

    Quando eu era pequena, sempre dizia que teria 2 ou 3 filhos, até porque, sou a caçula de 3 irmãos e juntos vivemos experiências incríveis. Mas, depois da gravidez e nascimento do meu filho José Paulo, tive a plena certeza que quero ter apenas ele. Por vários motivos: trabalho em período integral,os custos da escola integral são altos, não tenho com quem contar ou deixar o José quando preciso, eu e meu marido contamos apenas um com o outro, o que dificulta muito termos por exemplos agendas pessoais (meus pais moram no interior e minha sogra cuida dos filhos da minha cunhada), gosto muito do que faço e com mais de um filho eu teria muita dificuldade de conciliar vida pessoal e profissional pois além de tudo preciso viajar a trabalho (no momento, como ainda amamento, viajo e volto no mesmo dia mas não poderei manter isto por muito tempo), estou plenamente feliz com a dávida de ter gerado um filho apesar de problemas hepáticos crônicos que eu tenho, acredito que irmãos não são garantia de relacionamento vitalício, conheço casos de pessoas que os irmãos se afastam com o tempo e penso que devemos estimular as relações dentro e fora de casa. José tem muitos primos, amiguinhos da escola. José Paulo tem um ano e 4 meses e meu marido fez a vasectomia mês passado, estamos felizes e muito tranquilos ocm a nossa decisão tomada consciente e serena. Digo que não é uma decisão fácil, mas, quando tomada desta forma: muito consciente e seguindo nosso coração, ela se torna serena embora ainda exista preconceito, quando disse que teria apenas um filho, muitas pessoas me julgaram e falaram que meu filho ficaria “mimado”… Mudamos o pensamento em relação a tantas coisas, porque não aceitar a decisão de mulheres que são felizes com um filho único e que para se ter irmãos de vida nem sempore se precisa ter irmãos de sangue?

    • Nívea Salgado disse:

      Oi, Anna,

      Adorei seu comentário! Sabe que só de ler me deu uma tranquilidade! Você tem razão: quando a escolha do filho único é tomada com o coração e com consciência, tudo fica muito mais fácil! Com uma mãe tão serena, certamente o José Paulo será uma criança muito feliz!

      Um grande beijo!

    • Adrielli disse:

      Adorei! !!! Sou filha única e sinceramente nunca me senti sozinha… Tenho 1 filho de 3 anos que, de acordo com nossos planos, também será único. No mundo em que vivemos acho que tanto filhos únicos quanto com irmãos correm o risco de se tornarem egoístas, mimados. Tudo vai da criação.

  6. Nívea, se depender dos vizinhos a Catarina terá muitos amigos irmãos para cuidar e compartilhar as brincadeiras!

  7. Denise disse:

    Nivea querida, acho que voce usou a palavra correta: “pre-conceito”. Acho que voce esta se cobrando por uma pressao boba da sociedade… Nao eh o numero de filhos que determina quem sao as melhores maes (pelo contrario em muitos casos). Acho que cada casal deve planejar o numero de filhos de acordo com a realidade, condicoes, possibilidades e vontades individuais. Meu pai eh filho unico e diz que eh otimo, ele nao eh uma pessoa egoista, eh um excelente pai e muito dedicado a familia. Ele eh tao bem resolvido que tambem so queria ter um filho, mas minha mae quis ter 2. A maioria dos filhos unicos que conheco sao muito seguros, bem sucedidos e fortemente vinculados aos pais. Na verdade acho que no mundo atual eh ate mais adequado ter um unico filho e poder se dedicar integralmente a ele. Nao existe certo nem errado, bons pais vao criar bons filhos, sendo eles unicos, gemeos, trigemeos… Tenho dois meninos e me preocupo muito se estou dividindo bem a atencao, se eles serao amigos, se estou sendo imparcial, justa… Enfim, cada escolha tem seus pros e contras. Desejo que voce seja muito feliz nas suas escolhas e que aceite o que Deus nos reserva, pois tem uma filhinha linda que deve ter muito orgulho de voce. Beijo!

    • Nívea Salgado disse:

      Oi, Denise, tudo bem?

      Nossa, fiquei super feliz em ver seu comentário aqui! E mais ainda com a sua experiência pessoal, contando sobre seu pai. Me deixou mais serena com a possibilidade de Catarina ser filha única. Acompanho seus filhotes pelo Facebook, como são lindos! E você uma mãezona! muito bonito de se ver!

      Grande beijo,

      Nívea

  8. Elaine disse:

    Nívea…mais uma vez expôs todo meu sentimento do seu post..Sempre sonhei em ter 2 filhos…e Diante te tanta dificuldade que passei e estou passando com a minha pequena não sei se aguento encarrar tudo de novo…E ai você começa lembrar de tudo que a sociedade e aquelas pessoas ficam falando a respeito de ter somente 1 filho e percebe que se essa for a sua decisão vai ter que comprar uma briga com meio mundo e aguentar certos comentários indesejados…e ao mesmo tempo vc se questiona se vai se arrepender se está sendo egoísta e por ai vai….Acho que só o tempo dirá 🙂

    • Nívea Salgado disse:

      Oi, Elaine.

      Pensar em encarar tudo de novo é difícil pacas, né? Eu também no fundo sinto a mesma coisa. Mas vamos deixar acontecer e agradecer ao que a vida nos reservar! Bjs!

  9. Rosiane Costa disse:

    Eu também tenho um único filho, Victor Gabriel 5 anos. Gostaria muito de ter outro filho, mas meu marido nem pensa nessa possibilidade. Eu tenho 2 irmãos e por mais incrível que pareça, sempre sentir falta de uma irmã. O meu irmão mais velho é meu melhor amigo, mas eu gostaria muito de ter tido uma irmã. Tenho medo que o meu filho sinta essa falta..por mais de tenha amiguinhos para brincar, não é a mesma coisa, não está junto a todo tempo. Tomara que meu esposo mude de opinião e que eu consiga engravidar, pois também tive dificuldades para engravidar do Victor Gabriel.

  10. Gra disse:

    Caraca, como me identifiquei com todo esse texto… Fui criada pela minha avo materna, quer dizer acabei sendo criada sem criancas por perto e a primeira vez que peguei um bebe no colo foi justamente minha Isadora hoje com 8 anos. Por estar sempre sozinha, hoje no alto dos meus 30 anos sinto mais que nunca a falta de uma irma-amiga!!! Gostaria muito de mais um filho, mas ai o dilema, como minha filha esta grande nao tenho algumas preocupacoes, e para ajudar nao moro no Brasil. O pensamento de ter mais um filho nao sai da minha cabeca nos ultimos meses, afinal nao quero que minha filha se sinta sozinha quando crescer assim como me sinto hoje, por mais que eu faca o possivel para ser amiga dela, uma irma sera sempre uma irma.

  11. Sou filha única e tenho somente uma menina, Ana Lúcia, não planejo ter outros filhos. E adoro ser filha única, sempre tive muitos primos, amigos e meu esposo e o meu melhor amigo, hj com minha filha me sinto completa. Nem sempre ter irmão é garantia de ter um amigo e companheiro para as horas mais difíceis. Se vc souber valorizar e escolher as pessoas que te cercam vc sempre terá as melhores companhias para todas as horas, mesmo as mais difíceis.

  12. Simone Bueno disse:

    Tenho vivido esse momento de ter ou não outro filho, minha filha já com quase 5 anos e eu com 50% de sim terei e não terei. Me sinto numa corda bamba de emoções e sentimentos que se alternam a cada manha.

  13. Eliane Lima disse:

    Ai que difícil decisão Si… Eles são tudo na vida da gente… Mas quando paramos pra pensar… Educação, estudos, saúde, tempo de dedicação e principalmente o se doar, conjunto que nos fazem refletir mto… Mas quando pensamos na companhia, alguém para cuidar e entregarmos o coração, acompanhar os passos a cada momento e ajudar a entender e conquistar o mundo, enfim, entre muitas maravilhas… Ai gostaríamos de ter muitos…

  14. Simone Jantorno disse:

    "Eis que os filhos são herança do Senhor, e o fruto do ventre o seu galardão." Salmos 127:3

  15. Raquel disse:

    Minha mãe e minha melhor amiga são filhas únicas e isto é uma grande tristeza na vida delas. Quando os pais envelhecem e precisam de cuidados especiais, sobra tudo para uma só pessoa. Além do mais, o irmão, por mais que não seja seu melhor amigo, é um grande porto seguro nos momentos mais difíceis (morte de um dos pais, por exemplo). Na infância a presença de um irmão é muito importante, também!
    Estou contando uma experiência, mas não acho que a escolha de ter mais um filho deve sr baseada na cobrança da sociedade, pois isso não vale nada. O que os outros pensam é problema deles. Cada um sabe onde o sapato aperta, certo?
    Cofie no seu instinto e seja feliz! Acredito que adotar seja uma ótima opção, tb!
    Bj

  16. Themis disse:

    Sou filha única e é muito triste sim…Isso é uma dor que só melhorou um pouco agora, depois dos trinta , casada com a vida atribulada.
    Se a natureza permitir tenha mais sim….todas as razões dos posts acima reitero aqui como vítima também desse triste acaso de ser filha única .

  17. erica disse:

    Oi Nivea li algo que me ajuda muito; a culpa eh como uma cadeira de balanco, voce senta em cima dela e balanca de um lado ao outro e nao sai do lugar. Sua filha encontrara o amor em varias formas e pessoas e nao necessariamente em irmaos. Existem irmao que brigam muito e nao se falam, nao eh o meu caso. A vida reserva varias surpresas nao adianta querer ou tentar controlar tudo.

    • Nívea Salgado disse:

      Adorei suas palavras, Erica! Obrigada!

      Vou tentar pensar assim a partir do agora. E você tem razão, não conseguimos mesmo controlar tudo.

      Grande beijo,

      Nívea

  18. Claudinho disse:

    SOU FILHO UNICO JA TENHO 32 ANOS
    AS VEZES PREOCUPO COM FUTURO

  19. si disse:

    Oi Nívea, tenho 22 anos e sou filha única!
    Na minha infância nunca me preocupei com isso, sempre fui rodeada de amigos e tenho uma prima que vivamos coladas, como irmãs!
    O tempo foi passando, e tudo mudou… hoje ela é casada e eu sou noiva…os amigos também.. cada um seguiu seu caminho e quase não nos falamos mais.
    Hoje tenho meu noivo, e alguns amigos (poucos) que sei que posso contar, mais com o tempo essa historia de ser filha única começou a me preocupar… e quando meus pais ficarem velhinhos? Com quem vou dividir as responsabilidades, as preocupações, com quem vou poder contar nos momentos difíceis?
    Ser filha única é muito complicado, fico pensando quando eu tiver minha família e tiver que sair de casa… Fico com muita dor no coração em pensar em deixar eles “sozinhos” (mesmo sabendo que vou estar sempre lá).
    Por outro lado, sei que tem irmãos que não se dão bem…
    O tamanho do amor que sinto é só meu, não tenho um irmão/irmã pra compartilhar e dividir as preocupações e também os momentos maravilhosos com eles.
    Não sei se deu pra entender…
    Antigamente não queria, mais hoje em dia queria muito ter um irmão/irmã.
    Quando eu ter filhos com certeza quero ter 2! Tomara que já venham juntos kkkkk
    Beijos!

    • Nívea Salgado disse:

      Oi, Sinara,

      Me emocionei com seu comentário, é muito do que imagino que um dia Catarina vá sentir. Mas como aqui não há previsão de vir um irmão ou irmã, tento fazer com que ela tenha o máximo possível de convivência com outras crianças. Vamos ver se terei sucesso na minha empreitada!

      E tomara que, assim como você, ela pretenda ter vários filhos! Eu, como avó, vou adorar!

      Beijos,

      Nívea

  20. Giovana disse:

    BOA TARDE
    MINHA EXPERIÊNCIA.. AINDA NÃO SOU MÃE… MAS SOU FILHA ÚNICA.
    E QUEREM MINHA OPINIÃO?! NÃO É NADA BOM.. 🙁

    FICO PENSANDO EM QUANDO MEUS PAIS ESTIVEREM MAIS VELHOS E PRECISAREM DE AJUDA, QUE SÓ VÃO PODER CONTAR COMIGO. E NÓS SENDO FILHOS, NÃO PODEMOS DEIXAR DE AMPARAR UM PAI E UMA MÃE. E NO MUNDO QUE VIVEMOS, É COMPLICADO… ENTÃO MESMO ANTES DE SER MÃE, PENSO QUE SE DEUS ME PERMITIR, QUERO TER PELO MENOS 2 FILHOS. ACHO QUE A CRIAÇÃO DE LAÇOS ALÉM DE PAI E MÃE É MUITO IMPORTANTE, MESMO TENDO MUITOSSSSS AMIGOS… COMO É O MEU CASO.

  21. Danielle disse:

    Lindo texto. Estou nesse dilema também. Tenho um irmão e posso dizer que ele é um dos melhores presentes que já tive! Ele tem 2 filho e eu tenho 1. Meu filho brinca bastante com os peixinhos, mas vejo que ele se sente sozinho. Ainda não decidimos se queremos ter outro filho, tive mitos problemas no pós cirúrgico e economicamente falando, também está dificil pensar em outro. Mas tenho medo do meu filho ficar sozinho. Ai como mãe sofre, né? Rs…

  22. Beatriz disse:

    Querida Nívea.
    Minha história e bem parecida com a sua,mas eu sabia que o Senhor iria realizar meu sonho no tempo dele.
    Hj tenho meu pequeno Enzo de 6 meses(os melhores de minha vida)sou muito grata ao Senhor pelo meu pequeno,ele e o amor e o homem da minha vida.Por isso ame muito,mas muito mesmo sua pequena e seja grata ao Senhor por ela,bjs Beatriz

  23. Ednalva disse:

    Oi Nívea,
    Estou vivendo este mesmo dilema!
    Tive uma história bem parecida com a sua (li seu outro post sobre a menopausa precoce): eu tive suspeita de menopausa precoce (no meu caso, apenas suspeitas, não cheguei a fazer exames) e engravidei do meu pequeno Daniel (hoje com 6 meses), quando já nem acreditava que isso aconteceria (estava com 38 anos na época). Ele é minha vida! Com ele aprendi que é possível amar sem medida e incondicionalmente, e que é possível se entregar totalmente a alguém!
    Eu não me assustei com os cuidados com ele, embora, de fato, os primeiros meses sejam tempos difíceis! Mas minha gravidez foi muito difícil (muitos enjoos, indisposição, sonolência, etc.). Eu praticamente vegetei os 9 meses de gestação, e não via a hora dele nascer para tudo aquilo passar.
    Tive problemas no parto (placenta acreta seguida de hemorragia e depois, uma anemia séria). Por isso, meu médico me aconselhou a não engravidar novamente. Eu até me arriscaria, mas quando penso que posso morrer e deixar meu pimpolho sozinho, sem mim, no mundo, entro em pânico.
    A ideia de que meu pequeno não terá um irmão ou irmã me assusta. Tenho 5 irmãos e digo que irmão/irmã é a melhor coisa do mundo: mesmo que seja para brigar!
    Meu marido e eu estamos amadurecendo a ideia de adotarmos uma criança, quando nosso pequeno estiver com uns 3 aninhos! Na verdade, para mim, está mais que acertada esta ideia, apenas meu marido ainda está pensando sobre o assunto!
    Vamos ver o que futuro nos reserva! Mas se depender de mim, meu filhote terá um irmãozinho ou irmazinha do coração!
    Beijos querida e obrigada pelo belíssimo post!

  24. Tatiane disse:

    Emocionante. Eu sou mãe de um menino de quase três anos. Até uma ano mais ou menos atrás, a ideia era ter outro e ponto. Tenho uma irmã mais nova mas nossa relação nunca foi muito próxima, pela diferença de idade inicialmente e depois por muitos outros fatores… O fato é que descobri há mais ou menos dois anos que tenho reumatismo e junto com ele uma doença autoimune que me dá chance de 7% de vir a ter um bb com problemas cardíacos, tenho o Fan positivo e o Ss-rô positivo num índice bem alto. A opinião de alguns médicos acabaram me desencorajando, e embora as chances sejam para alguns pequena, entrar numa gravidez que por si só já apresenta seus riscos, entrar sabendo que seu corpo pode atacar o coração do seu próprio filho, é mais difícil ainda. O que mais fica martelando na minha cabeça é a questão do estar sozinho, de vê-lo brincando tão lindamente com os primos e não ter essa bagunça gostosa em casa com outra criança. Às vezes me questiono se não acredito na minha fé, mas sei que a culpa que vai me acompanhar caso aconteça alguma coisa é muito grande pra mim que já me culpo normalmente….

  25. Cristina disse:

    Como dizia Albert Einstein, “tudo é relativo”. Acho que em algumas famílias é melhor ter filho único e acho que em outras não, pois acredito que tudo depende da criação e das circunstâncias em que vive determinada família. Tenho um bebê de 1 ano/3meses e estou grávida de 5 semanas. Estamos muito felizes!!! E vamos fazer o possível para que esses irmãos sejam unidos e amigos, vamos focar nisso!!! Esperamos que dê certe rsrsrsrs
    Adorei seu post! Beijos

  26. Andréa disse:

    Sou filha única e nem um pouco mimada. Quando criança nunca senti falta de irmãos. Sinto hoje, pois em datas comemorativas, férias, a casa nunca está cheia. Tb quando quero viajar fico receosa por deixar minha mãe sozinha. Meus amigos nunca foram muito de frequentar minha casa pq minha mãe foi o oposto do tipo que vc citou, nunca foi acolhedora com eles. Não sei se ter irmãos resolve o lance da solidão, vejo tantos que não são muito Unidos. Eu tenho um filho e creio que será único, mas espero ser acolhedora com os amigos dele, criá-lo para saber enfrentar a vida e não ser a mãe chantagista, deixar ele ser livre para viver tudo que a vida pode oferecer.

  27. Nathalia disse:

    Ter em mente a ideia fixa de ter apenas um filho não é fácil, é como se eu me justificasse o tempo todo com as pessoas sendo que o faço para mim. Não é fácil ter essa idéia como certeza mas encaro com muitas barreiras ter um segundo filho pir diversos motivos que não vem ao caso aqui. Minha filha é td o que tenho de melhor e quero dar o melhor a ela sem ter que imaginar que ela estará sozinha, sem irmãos. Acredito na família. E acho que algum dia ela vai formar a dela.

  28. Melicia disse:

    Tenho um filho de 3 anos e ontem ao vê -lo dormir. Pensei exatamente sobre isso e o que peço a Deus todos os dias discernimento pra seguir sempre o caminho do bem, saúde, sabedoria e obediência ( rsrs). Enfim tudo isso que vc diz amedronta, mas acredite nossos filhos serão mais fortes do que pensamos. Beijos.

  29. Danielle disse:

    Estou gravida do meu primeiro filho e sempre quis outros. Sempre me falaram para viver a experiencia do primeiro para depois decidir sobre isso, pois não é nada facil.

    Tenho um irmão mais velho e nem somos tão proximos, moramos relativamente perto, mas participamos pouco um da vida do outro.

    Chamei ele para ser padrinho do meu filho, pois mesmo tendo um irmão, sinto falta de ser mais proxima dele e espero que isso ajude, pois quanto mais velhos ficamos, mais sinto que precisamos um do outro. (Eu tenho 32 e ele 36).

    Hoje enfrentamos a grande dificuldade do nosso pai tee uma doença degenerativa (ELA) que não tem cura e cada vez mais precisará de cuidados. Nos dividimos no fim de semana para cuidar dele e, sinceramente, não sei o que eu faria se não tivesse ele para dividir isso comigo.

    Meu marido ajuda bastante a cuidar do meu pai, mas é doido, pois vc sabe que não é uma “responsabilidade” dele. Não sei se vcs conseguem entender.

    Tenho uma prima irmã que é filha unica e que cresceu se sentindo um pouco sozinha, mas as amigas foram suficientes, porem tenho percebido que tem ficado dificil pra ela, agora qie esta com 26 anos…

    Quando contei da gravidez, ela ficou super feliz, mas percebi que algo estava pegando pra ela… Fiquei tentando entender e quando disse pra ela que quero que ela faça parte da vida do meu filho como tia, que ele é sobrinho dela, a expressao dela mudou e ela ficou bem melhor! Começou a sentir parte da familia. Só entao percebi, que filhos unicos não tem essa oportunidade também….

    Essa é uma decisão que só o casal pode decidir e que milhoes de pessoas terão experiencias diferentes, umas positivas e outras nem tanto, como qualquer coisa na vida. Acho que o segredo é seguir seu coração e colocar na mão de Deus!

    Beijos

  30. Verone disse:

    Olá, Nívea!
    Também sou a mais velha de 3 irmãs e somos muito próximas.
    Eu tenho a Valentina de 2 anos e meio e já estava certa de que seria só ela aqui em casa. Cuidar de um bebê é muito cansativo, começar tudo de novo é ter muita coragem, fora os custos, a esfera profissional, etc.
    Mas de uns tempos pra cá, essa vontade de ter uma família maior e tentar trazer companhia e mais segurança para nossa filha, decidimos ter outro bebê. Eu tive dificuldades na primeira gravidez e achei que não fosse acontecer ou que fosse demorar. Que nada! A natureza é sábia! E agora estou eu com 37 anos e grávida do Samuel.
    Sim, deixamos pra trás toda racionalidade que envolve o tema e nos dispusemos a trazer mais uma vida pra esse mundão.
    Acho que o cansaço e os gastos perderam a importância diante da graça de ter outro bebê. Estamos empolgadíssimos!
    Quem sabe a cegonha não bata na sua porta novamente, não é? !

  31. Cinthia disse:

    Oi eu estou nesse mesmo dilema sou filha mais nova de três irmãs e eu convivo super bem com minha irmã do meio ela é a minha melhor amiga,ja minha irmã mais velha parece mais uma prima distante e eu realmente não sei o que fazer eu penso em não ter mais filhos, meu marido até que concorda bem comigo, só que ao mesmo tempo eu penso na minha filha não ter irmãos porque eu amo tanto a minha irmã é tão bom ficar com ela ter realmente apoio dela então eu penso nisso na minha filha e eu também me sinto egoísta porque eu não tenho problemas para ter filho eu posso ter quantos filhos eu quiser enquanto a minha irmã mais velha já fez de tudo e nunca conseguiu ter filhos. Então eu fico pensando nisso Poxa vida eu posso ter filhos e não quero e minha irmã que quer ter não pode o que que eu devo fazer, fora a cobrança da sociedade e da família minha sogra e meu sogro principalmente cobrom muito isso de mim e da minha cunhada porque nós duas queremos ter só um filho.
    Mas no fundo o que penso é: se minha filha não se der bem com o irmão(ã) como eu com minha irmã mais velha, mas daí penso e se ela tiver no irmão(ã) um amigo como sou com a do meio?
    Fomos criadas todas juntas com mesmo pai e mãe e isso aconteceu, ou seja, nunca temos garantia quanto ao futuro, mas confesso que ainda penso mais em adotar uma criança do que engravidar de novo.
    Nivea muito obrigada por seus textos, não comentou muito mas sempre estou por aqui.
    Bjos

  32. Adriana disse:

    Tenho um filho de 5 meses e logo nos primeiros meses nem cogitava em pensar em ter outro filho, maaaaas hoje em dia penso na possibilidade de ter mais um pelos motivos que vc citou, não todos mas alguns. Sou filha única porém minha casa sempre foi cheia, amigos, primos sempre estiveram aqui, tiv primo que morou em casa, então nunca me senti só, mas quando a idade vai avançando … não só a minha mas a dos paia , começa vir aquele medo e aí vai ficar só eu ???? Como cuidar dos meus velhos sozinha ? Bate muito esse medo . Tenho uma excelente pessoa como marido , super parceiro e eu falo sobre o assunto de termos mais um …. no início ele relutou, falou que basta esse por alguns motivos que passamos na gestação mas que no final deu tudo certo 🙏🏻…… enfim quero muito tem outro bebê daqui uns 3 anos talvez …….

  33. Amélia disse:

    Também tenho só uma filha. Eu e meu marido gostaríamos de ter mais um filho, mas pra gente o que impede é o lado financeiro: escola, plano de saúde… De uma criança damos conta, de duas não. Daí a gente vê a situação financeira do país e aí que a possibilidade é mais remota ainda. Infelizmente!

  34. Caroline disse:

    Olá! Vivo muito com este dilema.
    Sou filha única e sempre quis ter irmãos, meu marido é filho único e nunca quis irmãos e não sente falta de tê-los. Desta forma, aqui em casa vivemos este dilema. Temos uma filinha de 1 ano e 4 meses. Neste momento não teria de qualquer forma, mas penso muito em ter daqui um tempo. ‘Meu esposo é muito resistente a ideia. Por enquanto procuro não pensar muito nisso, mas sei que uma hora ou outra esta situação irá me incomodar.
    Apesar de ser filha única, venho de uma família muito grande e tenho muito medo ao pensar na minha filha sozinha. Já que nem primos ela terá.

  35. Meire James disse:

    Sou mãe depois de ter ouvido vários “nãos” à possibilidade de engravidar. Deus é quem manda, mesmo. Hoje a minha fertilidade está comprometida e eu e o meu marido sempre concordamos que se houvesse um desejo futuro de ter um outro filho, nós adotaríamos mesmo porquê isso já era uma alternativa pra nós antes da minha Ana Clara vir ao mundo. Sempre vimos quantas crianças esperando pra receber amor estão por aí nos abrigos e muitas terão poucas chances de serem escolhidas porque simplesmente não são o sonho de um casal ou porque a burocracia do sistema de adoção ainda dificulta que elas sejam felizes mais rápido. Quanto à solidão futura da minha filha, procuro pensar que existem muitíssimas famílias que pensam como nós: um filho já nos basta, está difícil criar, não quero outro filho… A nossa geração veio de famílias maiores mas hoje criamos famílias menores. Então eu acredito que ela terá um pensamento diferente do meu no futuro. Ela encontrará a figura que tenho na minha irmã hoje, em outros amigos ou em outras pessoas que fazem parte do dia a dia dela. A geração dela terá famílias menores e por isso, não sentirão a mesma necessidade que nós sentimos.

  36. Michele disse:

    Não sou mãe ainda, mas penso em ter um único filho. Tenho duas irmãs mais velhas, mas nunca me senti próxima de nenhuma delas. Moro em outra cidade e não sinto saudades delas. Falo com elas, para saber como estão, mas como se fosse uma obrigação. Sinto mais falta das minhas amigas. Meu namorado é meu confidente. Ou seja, muitas as vezes, mesmo tendo uma família grande não é garantia de apoio. Talvez porque tenho o espírito livre e sou desapegada das pessoas. Não dependo de ninguém para ser feliz e ficar sozinha, para mim, é liberdade e não solidão rsrs. Outro exemplo, minha amiga tem um irmão, que se mudou para o Canada e não pretende voltar. Outra,a irmã foi para a Italia e também não voltará. Ou seja, cuidar dos pais e tal vai ser atribuição delas. E mais, quero ter um filho para viver essa experiência de ser mãe e não para cuidar de mim na velhice. Quando não conseguir viver mais sozinha, irei para um abrigo de idosos (não tenho nenhum preconceito em relação a isso) e meu filho poderá viver as lindas coisas dessa vida.

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