Minha filha, minha amiga

Por 4 Comentários


Até pouco tempo atrás, minha filha Catarina só conhecia duas relações familiares: mamãe-filhinha e papai-filhinha. E é bonito demais perceber como sua visão de mundo tem se ampliado – primeiro se ligando afetivamente também aos avós, aos tios, e finalmente aos amigos! Sim, a pequena já tem amigos, e entende perfeitamente o que isso quer dizer. Quem são eles? O primo da mesma idade, os vizinhos de porta com quem ela brinca quase todos os dias, outras crianças do condomínio, os filhos de nossos amigos com quem ela também convive bastante. Na minha cabeça, Catarina entendia a amizade como a simples convivência de quem divide os brinquedos e brincadeiras.

amizade

Imagem: Flickr – Creative Commons

Mas hoje percebi que ela entende muito mais do que isso. Logo após o banho, já na rotina da hora de dormir, a pequena me pediu para que deitasse ao seu lado na minha cama. “Mamãe, quero conversar com você”. Nossa, eu estava mesmo ouvindo isso da minha filha de apenas dois anos?! “Mamãe, deixa eu te contar: você é minha amiga!”. Ah, que mãe não se desmancha toda nessa hora? A filhotinha quis ficar um tempão falando, contando como tinha sido a comemoração da Páscoa, as coisas que tinha feito e de que tinha gostado, seus gostos e preferências – de música, de passeios, de desenhos animados! Com seu jeitinho de quem mal consegue formular frases inteiras, ela conseguiu me explicar tudo, e finalizou: “Mamãe, amiga gosta de estar junto, né?”. Sim, filha, amiga gosta mesmo de ficar junto!

É por momentos como esse que você percebe o quanto vale a pena abrir mão de algumas coisas pela maternidade. Porque um vínculo assim se forma do contato no dia-a-dia, da dedicação que você coloca na intenção de se tornar amiga do seu filho. E para ajudar nessa conexão, listamos cinco formas de fortalecer essa amizade. Quer ver?

1) Quando estiver com seu filho, esteja 100% com ele. 

Olha, é fácil falar, mas é difícil fazer. Porque hoje queremos fazer milhares de coisas ao mesmo tempo. Seu celular toca o dia inteiro, você checa os e-mails no smartphone a cada meia-hora, e ainda tem que dar conta de todas as tarefas maternas. O dia é corrido mesmo, mas se você puder tirar uma parte dele (mesmo que pequena, mas onde você esteja integralmente disposta a interagir com o filhote, brincar com ele) sem nenhuma distração, ele se sentirá valorizado.

 

2) Abrace.

Eu sou notadamente “melosa” com minha família. Em beijo, abraço a cria o dia todo. E acredito na terapia do abraço: não existe dor nesse mundo que não seja amenizada por ele. Por isso, fique junto, aperte, dê carinho. É assim que seu filho aprenderá a ser carinhoso.

 

3) Pratique a empatia.

Tente se colocar no lugar do filhote. Ele está com medo de uma simples aranha? Caiu e deu uma raladinha de nada no joelho? Não ignore sua necessidade de atenção, por mais que julgue algo pequeno. Beije o machucado, não custa nada! O filhote vai se sentir cuidado por você.

 

4) Deixe a emoção tomar conta.

É claro que a gente tem que ser forte na frente do filho. Tem horas em que por maior que seja seu pânico, faz parte do papel de mãe colocar no rosto aquela cara de quem está no controle de tudo e passar segurança para o filhote. Mas também há espaço para deixar uma lágrima rolar de vez em quando, se você estiver triste. Deixe, nesses momentos, que o pequeno tenha a oportunidade de ver que você é humana e que nem todos os dias são bons. Deixe que ele dê o beijo e o abraço que curam!

 

5) A hora de dormir é especial.

Por experiência própria, eu sei que a hora de dormir pode ser bastante desgastante. Pode ser que você leve uma hora dentro do quarto do filhote e esteja à beira de uma ataque de nervos. Mas eu também sei que esse é o momento mais difícil do dia para minha filha. Porque não deixa de significar uma separação. Quando viajei recentemente, foi o único momento do dia em que ela chorou a minha falta, e conversando com muitas mães percebo que é exatamente da mesma forma na casa delas. Por isso, mesmo quando a paciência está pequena, procuro valorizar os momentos antes da hora de dormir. Uma história, uma conversa sobre o dia, ou simplesmente ficar ali junto do pequeno pode ser tudo o que ele quer de você. Custa tão pouco, e o retorno é tão grande!

 




Arquivado em: DesenvolvimentoPapo de mãe Tags:

Comentários (4)

Trackback URL

  1. Daniela disse:

    Ai Ni, que texto lindo… que Cacá mais linda…
    Amei… Emocionei…

    Não é gostoso demais ter filhos????

    Amo muito… e adorei o seu texto, é simplesmente perfeito!

  2. olá! é a primeira vez que venho aqui! estou adorando!
    gostei bastante do post! nossa, como os filhos estão precoces hoje em dia… 2 anos dizendo "quero conversar com vc" rsrsrsrsrsrs
    acho super importante os pontos q vc tocou, principalmente estar 100% pro filho qd está com ele… isso é uma coisa bem difícil que vou ter que aprender a lidar com o nascimento do meu bebê :))
    bjos

  3. Regina Maria disse:

    Adorei, revivi qdo meus filhos eram pequenos!

  4. Lindooo texto e ótimas dicas, como é bom essa conexão mãe e filha, estar presente na vida dos filhos é algo único, a hora de dormir realmente é a mais complicada por mim, pois minha filha é bastante agitada, mas tenho aprendido a ficar calma, estar juntinha com ela, coloco um CD com músicas pra ninar e fico lá olhando e curtindo minha princesa.

Deixe seu comentário

Receba nossas dicas por e-mail