Carreira e maternidade: dá para conciliar?

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Se você ainda está grávida, prepare-se para um dos maiores questionamentos que a maternidade traz: como fica minha vida profissional depois de ser mãe? Dá para voltar a trabalhar como antes? Vale a pena manter a atividade profissional? E se você já é mãe, provavelmente vai concordar comigo que o último mês da licença maternidade é de um profundo aperto no coração – dá vontade de largar tudo e ficar só com o filhote (mas aquele seu outro lado pode estar louco para voltar a sair de casa, encontrar os colegas de trabalho, falar sobre qualquer coisa que não seja fralda, amamentação, refluxo, cólicas…). A dúvida é antiga (já vivida por algumas gerações de mães no nosso país), mas ao mesmo tempo muito atual, e por isso mesmo uma pergunta frequente que recebo das leitoras aqui do blog. Afinal, dá para conciliar trabalho e maternidade?

Devo contar então minha experiência pessoal a vocês, não para que seja usada como modelo, mas apenas como um ponto de partida para você, mãe (ou futura mãe) que está do outro lado da tela, pensar sobre o assunto. Como vocês sabem, sou dentista por formação, e até a escolha da minha profissão foi feita pensando em ter filhos um dia. Não, não foi à toa que escolhi uma profissão liberal: eu queria poder trabalhar meio-período durante uma parte da minha vida (modelo, aliás, que herdei da minha mãe, que é médica e que trabalhou dessa forma até que a caçula tivesse quase dez anos). Se estou feliz em trabalhar dessa forma hoje? Sim, acho que é uma ótima opção para quem pretende se manter ligada à carreira e ter um tempo maior para ficar com os filhos. Mas é claro que tem seu preço: um orçamento mais apertado, um carro simples com trocas menos frequentes na garagem, saber que aquela blusinha linda do shopping pode não caber na conta do cartão desse mês… Não existe milagre: trabalhar fora só metade do dia significa que você vai ganhar menos, e terá que encontrar formas de gastar menos também. Ah, e não existe moleza: no outro período que você está em casa, você não fica de pernas para o ar (a não ser que você tenha babá, aí a história é outra!); é a mãe sendo requisitada o tempo todo!

Mas pode ser que você tenha optado por uma profissão em que a alternativa do meio-período não seja real. Aí talvez a dúvida seja ainda maior (ou não! Se você estiver feliz trabalhando o dia todo fora, tem mais é que seguir em frente!). “Largo a carreira para ficar em casa? Mando o filhote para um berçário e volto ao trabalho logo depois da licença acabar? Contrato uma babá para ficar com ele em casa?” Claro que cada uma de nós opta por um modelo, dependendo das condições disponíveis para sua família. Às vezes uma das avós pode ficar com o filhote, ou talvez você seja professora e possa levar seu filho para a mesma escola. Mas e se o coração falar mais alto e você decidir ficar por conta do filhote? Se for o seu desejo mais íntimo e se houver suporte para que você siga esse caminho, tenha coragem! Conheço algumas mães que deixaram seus empregos, passaram uma década fora do mercado de trabalho e hoje voltaram com pique total!

E como outra alternativa existe a possibilidade do empreendedorismo materno, claro! É cada vez maior o número de mães que opta por abrir seu negócio. Não, não é fácil se organizar para ser mãe e trabalhar no mesmo ambiente, mas há muitas mulheres que não trocariam essa vida por nenhuma outra! Será que não está na hora de você resgatar algo que saiba fazer? Quer ver uma lista de possibilidades para quem quer ganhar dinheiro trabalhando por conta própria?

* Aulas particulares: de matemática, de inglês, de português (até mesmo para estrangeiros, por que não?). Divulgue entre os amigos e no bairro onde você mora!

* Artesanato: bijuterias, produtos para bebês, lembrancinhas de maternidade, batizado, festas em geral. Além de vender para os conhecidos, você pode montar uma loja virtual!

* Fotografia: tem o dom de proporcionar cliques inesquecíveis? Uma boa câmera de investimento e uma divulgação eficiente e você pode começar a fotografar mil eventos por aí, desde festas infantis até books de bebês!

* Cozinha: sabe fazer doces, bolos, salgados? Procure locais de venda no seu bairro, converse com os amigos – às vezes alguém tem um contato quente para você -, monte uma loja virtual!

* Consultoria: você tem um profundo conhecimento adquirido sobre um assunto? Venda isso! Seja uma consultora de moda, de RH, e até mesmo de maternidade!

Pois é, o assunto é interessante e extenso! Hoje eu fico por aqui, mas se você quiser saber um pouco mais sobre empreendedorismo materno, prometo um novo post para os próximos dias!

 

 

 




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Comentários (10)

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  1. Empreendedorismo materno: será que você topa essa? - Mil dicas de mãe : Mil dicas de mãe | 20 de maio de 2013
  1. Daniela disse:

    áh, eu quero!!!! eu quero!!!

    Sabe, Ní, precisamos nos encontrar para bater um papo looongo…. vamos????
    Este fds vc está por aí?

    Estou pensando em jogar tudo para o alto e ficar com a Laura…. depois de voltar a trabalhar (em julho de 2011) eu nunca mais fui a mesma – não no trabalho, mas na minha vida, no que eu via no espelho e sentia de mim. Não me prende ganhar 5 ou 10 mil por mês, isso não me ganha. Não quero TER, quero SER, ser uma mãe presente, ser a mãe da Laura, ser mãe do próximo filho, ser eu mesma perto dela. Eu ando em crise com isso e, marido, graças a Deus, terá a oportunidade de receber um bom salário, que cobrirá o meu no orçamento… então, à princípio, estou pensando em deixar tudo…. e isso que ele nem entrou no emprego hahahahahaha!!

    Mas eu trabalho de 9 a 11 horas por dia, não vejo minha filha pela manhã e fico com ela por duas horas à noite (às vezes faço ela dormir mais tarde para ficar com ela mais tempo)… não desfraldei pq não estou com ela e tenho medo dela ficar traumatizada na casa da minha mãe… vixe, tem tanta coisa acontecendo…

    Só que eu não quero ficar 100% em casa, quero ter alguma opção de trabalho, sei lá…

    Veremos….

    Vamos tomar um café no sábado???? Colocar as meninas para brincar juntas???

    Beijos grandes!!!!!

  2. Oi Nivea, adorei o assunto abordado. Como mencionei no TT eu ainda estou conseguindo conciliar, mas mediante um semana de stress a flor da pele tive vontade de jogar tudo pro alto, isso mesmo. Mas sou daquele tipo de mãe que quer da conta de tudo, muitas vezes cuidando e dedicando muito aos filhos, marido, casa e trabalho fora, e esquecendo do principal que sou eu,senão estiver bem como irei dar conta pelo menos da metade disso. Mas nesses 3 anos de vida com os gêmeos essa foi a primeira vez que senti algo assim com tanta intensidade. Sei que se quiser continuar a conciliar as duas coisas terei que me policiar e não cobrar tanto de mim. Veremos até quando aguentarei. Beijos triplos

    • Nívea Salgado disse:

      Oi, Cleo, às vezes essa vontade de jogar tudo para o alto vem mesmo. Acho que quando isso acontece, temos que parar, pensar, refletir, antes de tomar alguma iniciativa. Mas se depois de pesar todos os prós e contras você decidir mudar o rumo da sua vida, siga em frente! Sempre é hora de mudar, desde que seja algo bem pensado em família. Você tocou também em outro ponto chave: não se cobrar demais! Não dá para ser a profissional nota 1000 e a mãe que não esquece de nada, que está com a dose extra de paciência em dia, que faz a comida mais gostosa do mundo, etc, etc, etc. Haverá horas em que você vai ter que perdoar as próprias falhas e entender que isso também faz parte da vida de mãe-profissional-mulher-esposa-filha… Todas as mães que vivenciam essas múltiplas facetas sentem a mesma coisa que você! Bjs, querida, força aí!

  3. Acho que essa vontade de ficar em casa com o bebê é natural porque o amor que a gente sente é tão grande e dá vontade de ficar colada naquele pacotinho lindo. Mas com o tempo a questão financeira e mesmo a vontade de falar de outras coisas acabam tocando mais.
    A escolinha é boa também para ajudar a mãe a conciliar a vida profissional com o crescimento do baby. Não me arrependo de ter voltado ao trabalho e ter colocado meu filho na escolinha.

    • Glauci Silva disse:

      Dani, eu também não…Na época que minha pacotinha linda foi para a escolinha, em período integral (desde sempre), ela tinha 8 meses. Hoje, ela tem 3 anos, e vejo como ela está feliz, realizada, comentando sobre o que aprende, sobre os amigos…É pura independência!

  4. Gisa Hangai disse:

    Oi Nívea! Esse assunto não se esgota.
    Não escolhi a minha profissão pensando em ser mãe, e me questiono muito. Sempre trabalhei na área comercial em horários loucos. Quando tive os gêmeos retornei ao trabalho em 5 meses contando com babá e empregada. Levei isso por 1 ano e depois fiquei apenas com a babá e diarista. Quando completaram 3 anos foram pra escola. Há 3 anos eu deixei o trabalho de lado. Estava estressada e querendo curtir meus filhos. Logo depois nasceu o Blog “Mãe bacana”.
    Não é fácil encontrar o ponto de equilíbrio entre carreira e maternidade quando se dá uma parada. Hoje todos cobram da mulher: a sociedade, o marido, as despesas, a própria mulher. Como acho que vai ser sempre injusto, temos que buscar o equilíbrio, fazendo nossas escolhas e nos adaptando a elas, sem traumas.
    Todas as suas sugestões são ótimas e acredito que esse é o caminho. As blusinhas da moda vão ficando de lado, mas o lado criativo aflora. Quem puder se adaptar antes de engravidar deve pensar com carinho.
    Beijo, Gisa Hangai

    • Nívea Salgado disse:

      Oi, Gisa, realmente esse assunto é sempre atual, não é mesmo?
      Cada mãe encontra o equilíbrio de uma forma, não tem receita de bolo que possa ser seguida e que garanta a felicidade. Algumas optam por deixar a carreira, outras nunca pensariam nessa possibilidade… Concordo com você que nós mulheres somos muito cobradas, até por nós mesmas. Antes, se você optasse por não trabalhar para cuidar dos filhos, era exaltada. Hoje em dia, pode ser que muitos torçam o nariz! O importante é estar segura com a sua decisão, e ser fiel ao que seu coração manda. Assim não tem erro!
      Grande beijo,
      Nívea

  5. Gostei de ler este post. Estou nesta fase, de não saber o que fazer. Na verdade também mudei de país, o que torna tudo mais dificil. Outra lingua, sem uma rede de apoio para deixar a minha filha, mas a verdade, a minha veia de empreendedora anda a tomar forma, mas receio que não corra bem! Nivea, pode-me dar umas dicas? Parabéns pela filha linda, e pelo seu blog, que me tem ajudado muito!

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