Cuidando de crianças com temperamento forte

Por 35 Comentários


Tenho uma confissão a fazer: minha filha tem um gênio difícil. Muitas pessoas não concordam comigo: dizem que longe da mãe ela é uma santa. Talvez porque na casa dos outros, entretida com coisas diferentes, sentindo como funcionam as regras de outro ambiente, Catarina seja esperta o suficiente para não demonstrar seu temperamento como ele realmente é. Seu filho abre um sorriso de bom dia quando te vê? A minha, dificilmente (finge que ainda está dormindo e vira para o outro lado; não, não é só comigo – ela faz isso com todo mundo!). Seu filho pede desculpas depois de ir para o cantinho do castigo? A minha, só depois de ir para lá cinco vezes consecutivas! Quando ela cisma que é determinada pessoa quem deve fazer algo (geralmente mamãe é a eleita), pode se preparar para um longo choro se contrariar o “general”. Claro que ela é também um docinho de coco quando quer, e sabe fazer um carinho como ninguém. Mas definitivamente ela sabe BEM o que quer. Pode ser que daqui a algum tempo eu descubra uma filha diferente, mas até agora, essa é a impressão que fica.

Hoje me deparei com um texto que achei bastante interessante sobre a criação de crianças de temperamento forte, escrito por uma psicóloga com doutorado pela Universidade de Columbia, e gostaria de compartilhar com vocês. Ele começa afirmando que tais crianças, se bem direcionadas pelos pais, podem ser adolescentes e adultos bem posicionados e “impermeáveis” à pressão do grupo. Isso porque são auto-motivados e apresentam um senso interno de vontade bem delimitado. Mas como reconhecer uma criança com esse perfil? Em geral ela é acelerada, taxada de teimosa e quer desesperadamente estar certa. Por isso dá trabalho redobrado na primeira infância.

Mais inteligente do que bater de frente com essa criança, é evitar as crises com algumas medidas, como estabelecer limites, dar poder de escolha  e demonstrar respeito. Porque no fundo, mais importante do que ter um filho simplesmente obediente (claro que você deseja um filho bem educado, mas isso não basta), é ter um filho que aceita suas ordens porque confia em você. E passar por cima da vontade do seu filho, quebrando esse elo de amizade e respeito, o torna vulnerável para outros, não tão bem intencionados como você. Mas então como incentivar a auto-confiança sem se tornar um pai permissivo? Esse é o grande desafio! Eis algumas sugestões:

– Estabeleça uma rotina rígida. Como a criança faz determinada coisa todos os dias do mesmo jeito (com pequenas variações, claro), menores as chances de uma crise (“doce só depois do jantar, e você sabe bem disso, filho!”).

– Deixe que ela assuma responsabilidade por coisas de si mesma que já é capaz de fazer. Já sabe se trocar sozinha? Deixe! Quer escolher a roupa? Defina duas ou três possibilidades (condizentes com a ocasião e a temperatura) e deixe que ela decida o que quer vestir.

– Conforme ele cresce, deixe que tenha opinião e sentimentos próprios em relação a um assunto. Fazer com que ele sempre concorde com você pode minar sua auto-confiança. Lembre-se de que crianças que colocam tanta energia em sua vontade podem ser os líderes de amanhã.

– Ouça-a. Se ela não quer tomar banho, pergunte o porquê. Talvez ela diga que está com medo de escorrer pelo ralo (pode parecer ridículo para você, mas não é para uma criança). Pratique o hábito de escutar sem colocar travas de pré- julgamento.

– Mostre o seu lado. Explique, explique, explique. Claro, que de acordo com o entendimento de cada fase da criança. Com os menores, seja direta, ou eles se perdem.

– Ofereça respeito e empatia. No meio da crise, a criança não aprende nada. E muitas vezes, a crise se inicia justamente como um pedido por respeito. Ela de fato não pode ter o que quer? Diga que entende o que ela está sentindo, que é frustrante, mas que há uma razão para papai ou mamãe discordar. Abrace, beije… Fica mais fácil escutar um não quando se é acolhido.

 

Gostou? Clique para ler mais sobre comportamento infantil.

 




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Comentários (35)

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  1. Daniela disse:

    Querida, entendo perfeitamente. Não pq a Laura seja difícil, não, ela não é. Mas eu fui e ainda sou muito complicada de se conviver, pq sou muito carinhosa, faço de tudo pelas pessoas em quem confio e de quem gosto, amo minha família sob todos os aspectos, mas não me contrarie em absolutamente nada que eu tenha certeza de estar certa. Isso, desde pequena. Quando o meu irmão mais novo nasceu, eu tinha 1 ano, parei de falar e de andar por meses seguidos, de nervoso. Parei de ir com a minha mãe, só “gostava” do meu pai por meses… pense… Eu sempre contestei todas as broncas que levei, sempre briguei, me recusei a ficar de castigo quando sabia que não estava errada (ou tinha, na minha cabeça de criança, motivos para ter feito tal coisa), apanhei do meu pai e não pedi desculpa por ter jogado o sofá em cima do meu irmão, pq estávamos brincando de esconde-esconde e na minha cabeça, se estávamos brincando, estávamos dispostos a tudo, sabe? Pois é… não pedi desculpas e até hoje me lembro claramente daquele dia, de não entender o que estava acontecendo, pq eu estava certa!!! Pode ser que eu não estivesse, mas na minha cabeça, estava. E nem apanhando de cinto, eu pedi desculpas ou me rendi ao meu pai. Entende?
    Joguei todas as roupas pela janela na época de natal (morávamos em uma casa de 2 andares), para enfeitar a árvore da rua e todas as minhas roupas e dos meus irmãos foram para a calçada durante a noite. Minha mãe só viu no dia seguinte, quando parte das roupas já tinha sido levada (pelo vento, chuva ou por pessoas, não sabemos). Pedi desculpas?! Não, de forma alguma, era natal e eu queria enfeitar a árvore.
    Quando adolescente, meus pais davam bronca em mim de maneira diferente do que davam nos meus irmãos, pq eles eram muito mais passivos. Meu pai sempre disse isso, que achava que eu acabava dando bronca nele no final, pq eu discutia, rebatia (sempre com respeito, vale dizer), respondia às perguntas dele e nunca abaixava a cabeça. E sou assim até hoje.

    Sim, tudo o que vc disse no texto é verdade, eu me identifico muito. Vejo os meus pais fazendo grande parte do que vc disse, como rotina ou pedir minha opinião até mesmo quando eles me davam bronca. Perguntar se eu concordava que tinha feito algo errado ou se não concordava e por quê. Isso fez com que criássemos um laço tão forte de confiança e amizade que hoje eles são o que eu tenho de mais valioso no mundo, junto com a minha filha, irmãos e marido. Minha família é tudo para mim, pq eles me entendem, me tratam de forma justa, sempre souberam valorizar minha opinião, respeitar a minha individualidade.

    É isso, apesar do texto longuíssimo, queria te dizer que concordo tudo o que vc disse, pq sempre fui assim, gênio da cão. =)

    Beijos, queridona!

  2. Adorei o post, aqui em casa eu tenho uma marrentinha de 4 anos, ela é super carinhosa, me dá pouquíssimo trabalho com birras e coisas assim, porém tem uma personalidade fortíssima e quando é contrariada ou cisma com algo, fecha a cara não conversa comigo e nem com o mundo, simplesmente ignora qualquer pessoa e tem revoltosas falas e atitudes dignas de uma adolescente (assustador…rsrs).
    Mas uma coisa que uso muito das dicas que você citou é a explicação, e sempre dizer a verdade, e o que realmente acontece, e ela já sabe disso, e por mais que aconteça esse tipo de episódio percebo que ela já se "policia" digamos assim, e muitas vezes não precisa nem de uma intervenção da minha parte ou do meu marido, bom com a gente aqui por enquanto esta funcionando, bj!

  3. Graziela disse:

    Meu filho é hiper, mega, ultra, maxi genioso… ele acorda sorrindo, falando na lingua q só ele entende, dá beijos estalados, abraços apertados…. até q alguém diga não pra ele.
    é a declaração de uma guerra, gritos, choro, esperneando, se jogando… muito complicado… ele tem 1 aninho, não entende muito nossa conversa… mas qdo ele começa com isso, eu pego ele coloco dentro do chiqueirinho dele sem nenhum brinquedo e falo, fica aí até vc se acalmar, depois a gente conversa. e saio de perto.
    Me parte o coração pq o choro fica muito pior… mas depois de 5/10 minutinhos no máximo (isso pq 5 minutos parecem uma eternidade qdo uma criança chora) ele se acalma, daí eu volto e pergunto se ele quer sair do chiqueirinho? pego ele no colo e explico q não pode ficar nervoso e tal, q tem q obedecer, q ele podia se machucar… tudo depende do q ele estava tentando fazer… se ele tenta fazer a mesma coisa de novo eu aponto pro chiqueirinho e ele muda de idéia sem eu falar nada…. por enquanto isso funciona… não sei até qdo.

  4. Karen Fonseca disse:

    Nossa , eu adorei o post, meu filho tem 1 ano, meu filho tem um gênio difícil tbm. Muitas pessoas não concordam comigo: dizem que longe da mãe ele é um santo. Talvez porque na casa dos outros, entretido com coisas diferentes, sentindo como funcionam as regras de outro ambiente, Miguel seja esperto o suficiente para não demonstrar seu temperamento como ele realmente é…Realmente é bem isso que você disse… Eu amei esse blog e esta me ensinado varias coisas boas para eu poder criar meu filho bem e com muita educação só peso a Deus que me guie e que eu consiga passar tudo isso pra ele corretamente!

  5. Eu gostei muito da matéria, me identifiquei 100%. Eu tenho uma Catarina de 3 anos e você descreveu a minha filha! Na hora de acordar, castigo, quando quer alguma coisa ou quando decide que algo é de um jeito e pronto!

    Realmente é difícil quando há uma crise, mas se a gente impor limites (eu digo que impor limites é dar liberdade com restrições) e seguir uma ''rotina'' não é difícil de educar o seu filho marrentinho!

    Concordo com o texto publicado e acho que muito ainda deve ser dito ou pesquisado por profissionais!

    Vamos educar nossos filhos para ter um mundo melhor!

  6. Lys Concurseira disse:

    Adorei seu blog.
    Vou acompanhar a partir de hoje!
    Gostaria de saber se há alguma matéria sobre crianças e animais de estimação.
    Pois estou num dilema em casa.
    Quero o filhotinho e os familiares falam que para um criança de 2 anos e 2 meses isso não é ideal. Mas ele adora cachorro, brinca, corre e ri… queria saber se tem alguma matéria falando à respeito!
    Obrigada!
    Beijos..

  7. Adorei seu blog já pela pequena olhadinha que eu dei, mas em relação à publicação em questão, gostaria de ter a referência do livro ou nome da psicóloga que escreveu as citações que vc usou no texto, para buscar mais!

  8. Daniela Bustamante disse:

    Estava procurando alguma ajuda para lidar com minha filha de 2 anos, é um gênio muito difícil, e la ainda é gêmea, essa é minha maior dificuldade, quando ae irrita costuma descontar na irmã, que é mais passiva. Não sei direito como tratar esse problema. A irmã tem medo dela, e eu acabo defendendo ela, as outras crianças brincam mais com ela tbm, e acabam deixando a ” gêmea de genio forte” fora das brincadeiras, não sei o que fazer.

    • Nívea Salgado disse:

      Oi, Daniela, tudo bem?

      Difícil situação mesmo… E aos 2 anos é difícil argumentar, explicar, porque a capacidade de entendimento “social” delas ainda é muito limitada. Mesmo assim vá conversando com as duas. Será que a gêmea “mais difícil” não está precisando de um tempo extra com você (sozinha, de preferência)? Talvez esteja fazendo isso para chamar a atenção, e se perceber que ela pode ter isso de outras maneiras, fique mais tranquila.

      Com o passar do tempo, isso também muda, viu? Hoje Catarina já está mais fácil de lidar, pois entende um pouco melhor a relação entre as pessoas, os limites de cada um.

      Depois me conta como as coisas estão indo aí, ok? Suas dicas certamente ajudarão muitas outras mães.

      Bjs,

      Nívea

      • renata disse:

        Tenho uma menina de 2o meses ,e a terceira e as vezes me sinto perdida porque tem o genio forte ,kkkk,gosto dela assim ,porque no futuro sabera se posicionar coisa que luto pra aprender porque meu pai na infancia foi muito repressor ,queria saber disciplina la sem reprimi la ,porque quando ela e contrariada e como vc disse ,vem um longo choro ,seu post me deu algumas ideias de como por limites e dizer nao com firmeza mas com carinho .Porque muitos pensam que firmeza vem com gritos e palmadas ,mas nao firmeza na educacao vem com impor limites e aos poucos a crianca vai entendendo ,bom acho que eles entendem logo e tentam nos convecer com o choro ,espero agora conseguir diminuir a choradeira aqui em casa .abracos e que DEUS nos ajude com as nossas meninas porque no amanha serao mulheres fantasticas .

  9. renata disse:

    so para completar ,tenho uma menina de 6 anos que tive essa situacao com menos intensidade ,hoje ela e bastante compreensiva ,o menino tem 8 anos e era assim tb ,mas agora e bem qietinho temos que empurrar pra determinadas coisas ,talvez como foi o primeiro posso te lo reprimido muito ,mas estou ajudando o com muita conversa ,quando ele tem uma decisao tomada e quase imutavel ,se na e bom pra ele a gente conversa identificando os pontos negativos e positivos dos pontos de vista dele e reispeito o que ele quer .a uma questao que se vc tiver algum post agradecia ,sobre como evitar as brigas entre irmaos ,o mais velho e a segunda brigam muito por motivos bobos (para nos )e passam a maior parte do tempo juntos brincando e brigando ,ja melhorou com alguns incentivos e regras ,mas sinto que ainda ha muito a fazer .abracos e desde ja obrigada pela informacao disponibilida no seu website.

  10. sheila disse:

    tenho um filho te 4 anos ele é muito inteligente e tem um serio problema em ouvir não, ele não aceita de maneira alguma acha que tudo tem que ser exatamente como ele quer, e de alguns dias ele começou a se mostrar agressivo, e muito nervoso. tudo que eu converso com ele ele usa contra mim conversa como um adulto entendi sobre quase tudo a unica dificuldade dele é aceitar que estar errado e ser contrariado, se ele quer algo e não ter o mundo se acaba parece exagero mais não é. Eu como mãe sofro muito e acabo me sentindo frustrada por não consegui controlar uma criança de apenas 4 anos

  11. Karla disse:

    Olá,me indentifiquei muito com tudo que você escreveu.Manu é assim,precisamente desde os 2 anos de idade intensificando com 4 anos.Hoje ela tem 5 anos de idade,geniosa,inteligente,possessiva e ciumenta com o irmão de 2 anosÉ muito ligada a mim,as vezes carinhosa,dá beijos,mas quanto quer uma coisa grita ,chora,joga as coisas no chão.Eu confesso que não ajudo muito porque grito ,mando ela se calar ir para o castigo.Na verdade eu também preciso mudar para melhor conduzir as coisas.Obrigada por passar a sua experiência,porque assim não me sinto tão sozinha.Um abraço

  12. Daniele disse:

    Tenho um filho de 6 anos ele ta numa fase que quando quer uma coisa tem que ser da maneira e na hora que ele quer. Dei pra exigir as coisas e só faz isso comigo com o pai ele não pede nada até porque eu é que banco todas as despesas dele. To muito triste pq faço o que posso e mesmo assim me sinto impotente e insegura de como agir com ele.

    • Nívea Salgado disse:

      Oi, Daniele,

      Nessa fase seu filho já percebe o que os amiguinhos têm, e pode começar a pedir também. Mas minha opinião é que você pode ter um papo super honesto com ele: explicar que as coisas custam dinheiro, que às vezes você tem uma quantia disponível para gastar com os pedidos dele, às vezes não. Uma alternativa legal pode ser dar pequenas quantias para que ele te ajude com algumas tarefas – assim, ganhando o dinheiro, saberá que ele vem com esforço e trabalho. E talvez não queira gastar o fruto de tanto suor com besteiras.

      Beijos,

      Nívea

  13. Oi1 adorei seu artigo e me identifiquei muito com o assunto, pois já passei por muitas dificuldades e dúvidas com minha filha, hoje com 12 anos e infelizmente está cada vez mais difícil nos entendermos, por isso gostaria que vc me mandasse o nome da psicóloga citada no seu artigo, desde já agradeço!

  14. Fran disse:

    Como sempre seus posts parecem saber o momento em que estou vivendo!!!!! Ameii!!!pode falar pra Catarina que ela já tem uma parceira!!! Rsss!

  15. Luciana disse:

    Oi! Gostei muito do seu texto e gostaria de ler mais sobre isso. Poderia passar a referência que cita, o texto escrito pela “psicóloga com doutorado pela Universidade de Columbia”? Assim posso ir atrás de mais dados.
    Obrigada e muito legal seu blog 🙂

  16. Daniele disse:

    Minha filha te 8 meses e já percebo que seu gênio é difícil. Apesar de ser uma criança alegre e que gosta de brincar, ela tem acessos de raiva quando é contrariada. E isso acontece muito! Quando tiro ela do banho, quando não deixo ela pegar a gata, quando está na hora de dormir, na hora da papinha (depois que pegou uma gripe não voltou ainda a comer papa salgada). Posso deixar ela sem comer que não come no próximo horário, chora, grita, mas não cede. Tem dias que é extremamente difícil, pois parece que ao optarmos a fazer a coisa certa, só temos choro e frustração.

  17. Viviane disse:

    Adorei o post, a Alis tem algumas caracteristicas da Catarina, noto que ela se frustra demais qdo n faz o q ela quer, eu procuro agora abraca- la e falar pra ela se acalmar que eu entendo o q ela esta sentindo, mas q nao sera do jeito q ela quer e explico o motivo e dou varios beijos nela e esta funcionando mas e sempre bom a gente ter outras opcoes, obrigada, abracos

  18. Luiziana Cardoso disse:

    Nossa este post, é para meu filho de 6 anos, chegou ao ponto da mãe de um coleguinha pedir pra ele não freqüentar sua casa. Isso para uma mãe é de cortar o coração.
    E o detalhe é que ele está percebendo que isto está prejudicando ele só que ele não consegue controlar este temperamento, amigas preciso tanto da ajuda e das experiências de vocês, pois não sei mais como trabalhar isso.
    Me ajudem por favor!

  19. Daiani disse:

    Boa tarde!
    Na verdade estou precisando de umas dicas para uma criança de 1 ano e nove meses. Estou com dificuldade em lidar com ela pois ela tem um gênio forte demais pra uma criança tão pequena!Mais esse post ajudou muito! Mais alguém que já passou por isso com a criança tão pequena mais alguma dica? Obrigada e um abraço a todos!!

  20. noelle disse:

    Olá! Adivinha só, cheguei no seu texto porque estou lidando com uma bebezinha de 9 meses que do dia para noite, começou a fazer suas escolhas e eu nem percebi… Eu fui uma dessas crianças e meus pais, no caso minha mãe que passava mias tempo comigo devido à separação, não soube lidar. Em contra partida meu pai, que por este mesmo motivo, separação, acabou me mimando demais. Fiquei assim, no meio do campo de batalha, minha mãe me criticando e comparando com minhas amigas que eram tudo mais do que eu, mais educadas, estudiosas… E meu pai tentando fazer de tudo pra me fazer feliz, complicado. Se minha infância foi assim, você não imagina minha adolescência… Enfim, não culpo ela, a vida é assim, nem sempre conseguimos domar cada detalhe e hoje tenho uma bebê que pelo visto, me puxou. É difícil porque como ela é uma bebezinha ainda e eu tenho tanto medo de acabar virando uma megera, não quero ser a mãe que a minha mãe foi pra mim, ,mas não me entendam mal, eu amo a minha mãe. E agora me deparo com este dilema, minha pequenininha escolhendo suas próprias horas, se quer comer ou não, o que, quando quer dormir… E eu sigo uma rotina, no momento está muito bagunçada por conta deste bendito horário de verão mas estou tentando reaver, sem muito sucesso já que a danadinha sabe bem o que quer… força pra nós hahaha ! <3

  21. Priscila Souza disse:

    Oi meu nome é Priscila, tenho 2 filhas.
    A mais velha tem 4 anos e se chama Alice.
    A caçula tem 2 anos e se chama Ester.

    Porém tudo que a Alice faz a Ester quer fazer, a Alice é um docinho, mas quando está nervosa com alguma coisa ou com nada, ela desconta na Ester, ou ela bate a cabeça no chão, na parede, e a Ester faz o mesmo…
    Não sei o que fazer, elas só brigam e não fazem outra coisa a não ser se machucar ou brigar….
    Alice é quietinha e comportada longe da Ester. ..
    A Ester não, longe ou perto é bagunceira, teimosa e muito escandalosa….
    E não fé alta de educação, que eu dou, mas não sei mais o que fazer…
    Me ajudem

    • Nívea Salgado disse:

      Oi, Priscila,

      Pelas informações que você deixou, acho que fica nítido que é apenas ciúmes entre as duas, Isso é muito comum nessa idade, e se você reforçar a amizade entre as duas, tenderá a desaparecer ou diminuir com o tempo.

      Fale com a mais velha, diga que você precisa da ajuda dela, e que ela é sua grande amiga – que você sabe que pode contar com ela. Explique que não pode brigar com a mais nova, e que ela precisará ser compreensiva com a irmã (e chame a atenção da caçula se ela provocar, porque isso também acontece). Tente ter momentos a sós com a Alice, para que ela não sinta que te perdeu para a irmã, isso é importante. E mostre o quanto a irmã a adora, a imita.

      E se não melhorar, tire algumas coisas que elas gostam, que normalmente funciona. TV, brinquedos, etc, até que voltem a se comportar e parar de brigar. Boa sorte!

      Beijos

  22. Fabiana disse:

    Olá Nívea!
    Gostei das dicas, mas ainda não consigo enxergar sua aplicabilidade à minha “teimosinha” de 1 ano.
    Temos uma rotina bem estabelecida: ela vai à escolinha pela manhã, passa as tardes comigo e com o irmão mais velho e geralmente é calma e brincalhona nesses períodos. Contudo, estou com dificuldades no período da noite. Ao entardecer eu, ela, o irmão mais velho e às vezes o pai, saímos para “brincar na rua”. Ela se diverte muito! Adora brincar na rua! Mas ao voltar pra casa ela se irrita, faz birra e mesmo estando com sono, luta bravamente para não dormir. Não adianta dar banho, mamadeira, peito, deitar com ela no quarto escuro… A tática menos “estressante” que utilizamos é leva-la para a nossa cama, ligar a televisão e deixa-la rolar de um lado para o outro até dormir. O que geralmente leva 30 minutos ou mais. Não raro ela acorda de madrugada chorando (alto) e nem sempre a mamadeira ou o peito resolvem o problema. Detalhe: se a rotina de brincar na rua não acontece a situação se agrava.
    Outra situação que nos incomoda bastante é quando precisamos sair no horário do soninho dela, seja no período da manhã ou da tarde. Ela simplesmente não consegue dormir, fica aborrecida, manhosa e dando “piti”. Fico com vergonha do berreiro e nesses casos ela acaba nos vencendo. E o pior é que, mesmo cedendo às suas vontades, a irritação não passa! (fica apenas “controlada”).
    Você tem alguma dica?
    Obrigada!

  23. silvana disse:

    ola, tenho também uma filha com 8 anos hoje, e tem um temperamento muito dificil. Nao aceita que falem com ela, explicar que está errada em certas situações, não consegue resolver problemas entre crianças nas brincadeiras e chora muito. Muito chorona, explosiva, chora por tudo que nao dá certo. O que faço?

    • Nívea Salgado disse:

      Oi, Silvana,

      Acho importante você perceber o motivo dessas reações. Há algum problema em caso, em seu círculo de relacionamento? Ela pode estar querendo chamar a atenção e não sabe como fazer isso, então demonstra irritação? Às vezes tanta raiva pode ser, na verdade, um pedido de ajuda. Seja firme com ela (se você acha que ela faz isso porque sempre consegue o que quer desse modo), mas não deixe de procurar a causa.

      Boa sorte, beijos!

  24. Elisa disse:

    Eu fui assim, ainda sou. tive uma boa mãe, e dei errado na vida.
    hoje tenho 35 anos, minha vida é só sofrimento. E fico pensando, o que acontece com essas outras crianças que tem hoje minha idade.
    o melhor exemplo é a forma de acordar a gigante irritabilidade.
    Tenho Distimia. talvez seria bom pesquisar.
    Sempre fui absurdamente obediente, carinhosa, mais não posso ser contrariada. e isso faz sofrer até hoje muito.
    Pesquise por crises de histeria e Distimia.

    Que bom que publicou algo tão importante.

  25. Elisa disse:

    Eu fui assim, ainda sou. tive uma boa mãe, e dei errado na vida.
    hoje tenho 35 anos, minha vida é só sofrimento. E fico pensando, o que acontece com essas outras crianças que tem hoje minha idade.
    o melhor exemplo é a forma de acordar a gigante irritabilidade.
    Tenho Distimia. talvez seria bom pesquisar.
    Sempre fui absurdamente obediente, carinhosa, mais não posso ser contrariada. e isso faz sofrer até hoje muito.
    Pesquise por crises de histeria e Distimia.

    Que bom que publicou algo tão importante.

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