Como escolher a escola do seu filho – parte 1

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Chegamos aqui em casa à fase de escolher a escola da pequena. E só pai e mãe que já passaram por isso sabem que são muitas as dúvidas que enfrentamos nesse momento. Ou você tem uma indicação muito forte (e confiável) de um lugar que seja próximo, que caiba no seu orçamento e que tenha a estrutura que você queira proporcionar a seu filho, ou é difícil pesar na balança o que é mais importante nessa escolha. Custo? Localização? Linha pedagógica? Tempo de permanência do filho no local? Infelizmente a escola que preencha em 100% nossas expectativas não existe (se existir, conta aqui pra gente que todo mundo quer saber onde fica!); mas de tanto pensar no assunto, fiz minha listinha do que priorizar na escolha da escola, e deixo aqui para quem mais se interessar!

melhor escola crianças

1) Localização: eu sei que muita gente vai torcer o nariz por ver esse quesito como o primeiro da minha lista. Mas numa cidade como São Paulo, onde você pode levar mais de uma hora para percorrer míseros quilômetros em dias caóticas de chuva, não tem como deixar de levar em consideração a proximidade da escola de sua casa. Sair 10 minutinhos antes do horário de entrada e ainda assim chegar na hora e pegar o pequeno no fim do dia e logo estar na frente de casa, para mim não tem preço. Pode ser a melhor escola da cidade: se for longe, não está na minha lista.

Outra opção é escolher uma escola perto do seu trabalho. Isso facilita a logística, mas ainda pode cansar o pequeno, caso seu trabalho seja longe de sua casa. Por outro lado, tem um benefício inegável: em caso de qualquer emergência, como estará lá rapidamente (pense nisso se seu filho tem alguma condição de saúde que recomende sua proximidade). Na minha opinião, para uma maioria das mães e filhotes, ainda vale mais que a escola esteja próxima de casa, a não ser que exista outra, perto do trabalho, que preencha melhor os outros requisitos listados a seguir.

Ah, e se você mora em uma cidade de fácil acesso a todas as escolas? Sorte sua! Passe para o próximo ponto!

 

2) Custo: vocês devem estar me achando uma pirada, por colocar custo como uma prioridade anterior à linha pedagógica. É que nessas coisas eu sou muito prática mesmo: não dá para pagar, então está cortada da lista. Claro que se você apertar um pouco o orçamento, pode pagar uma escola um pouco mais cara do que tinha previsto no início. Mas milagre eu ainda não sei fazer, então quando o custo excede muito o que está reservado no meu orçamento, é hora de procurar outra opção.

Lembrando que custo, não é só o valor da mensalidade. Você deve somar a isso o valor da matrícula, do material, do uniforme, possivelmente de alguma refeição feita na escola… Portanto, o que você terá que desembolsar é um tanto a mais. Também avalie no sentido contrário: às vezes a escola oferece aulas esportivas, de línguas, culturais em um horário extra e que já estão embutidas no seu valor mensal. Se você pretendia colocar o filhote para fazer natação, ou balé, inglês, ou música e iria pagar uma academia, ou uma outra escola para isso, faça as contas para saber se a escola que inicialmente você estava achando cara, na verdade, não é um baita negócio frente a pagar tudo picadinho.

Dica: mesmo sendo uma escola fora do que você pretende pagar, se ela é tida como uma escola de excelência, acho que vale a pena visitar para conhecê-la. Sabendo o que há de melhor por aí, você fica com parâmetro de comparação para escolher uma outra, que caiba no seu bolso. Procurando bastante, você pode até encontrar uma que apresente alguns benefícios daquela carésima, mas com uma estrutura mais simples (até porque, no maternal, seu filho não vai sentir a menor falta de uma cozinha experimental na escola, concorda?).

 

3) Linha pedagógica: pense em como é sua casa – sua família tende para o tradicionalismo? Ou segue uma linha mais solta? Pensando nisso, você poderá escolher entre uma escola tradicional, construtivista, sócio-construtivista, Waldorf… o importante é que a criança sinta que a escola e sua família falam a mesma língua. Enquanto o ensino tradicional se assemelha à educação formal que muitos de nós, pais, tivemos, a linha construtivista parte do pressuposto de que o conhecimento não é dado como algo terminado; por isso, ele seria construído, da interação entre aluno e professor. Conversar com a coordenadora pedagógica da escola candidata é fundamental para conhecer qual é a linha que ela segue.

 

4) Acolhimento: seu filho é seu bem mais precioso, certo? Você seria capaz de colocá-lo em um lugar onde ele não se sinta seguro?Claro que não! É óbvio que nem sempre dá para acertar na escolha da escola que o fará mais feliz (porque você só descobre isso depois de ele já estar cursando), mas dá para tentar. Por isso eu preciso sentir da escola algo fundamental: que minha filha seja bem acolhida. Com amor, mesmo, com todo o afeto do mundo. Preciso que a professora seja carinhosa, que a turma seja afetuosa. Certa vez um pai me disse: a melhor forma de se avaliar uma escola, é ver a segurança emocional das crianças que estudam lá. Por isso, sempre que vou visitar a escola, levo minha filha junto (mesmo que atrapalhe um pouco a conversa inicial): quero ver como ela é recebida lá dentro, como ela se sente ali. E acolhimento também deve acontecer com os pais, principalmente se é a primeira escola do seu filho. Você terá que passar pelo temido período de adaptação, provavelmente irá querer saber de tudo o que acontece com ele lá dentro, como ele está se saindo… E se você não sentir receptividade da escola, tudo isso ficará muito mais difícil.

 

5) Limpeza e segurança: adoro visitar banheiro de escola. O trocador tem que estar impecável, os vasos sanitários adaptados para os pequenos. Se tiver escada  e piscina, quero saber como é a dinâmica das crianças ali perto. Playground com brinquedo quebrado é inadmissível: num local onde a criançada corre e brinca sem parar, não é preciso de muito para provocar um acidente.

 

Bom, pessoal, o meu guia de como escolher a melhor escola para o filhote não caba por aqui (este é assunto que rende um bocado!). Para não me estender demais, resolvi quebrar o assunto em dois posts (o próximo entra no ar amanhã!). Assim vocês já vão pensando se concordam ou não com que eu listei até aqui (e quem sabe até me deem sugestões de como aprimorar o guia de escolha da escola, ok?).

 

 




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Comentários (4)

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  1. Susan Braga disse:

    Nívea Salgado, estou nesse barco com você, e acredite, minhas prioridades estão na mesma ordem que a sua. Vou aguardar o post de amanhã. Bjs.

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